Startup de games Wildlife recebe aporte de US$ 60 milhões e vira novo unicórnio

A empresa tem trajetória discreta até aqui: foi criada em 2011 com o investimento inicial de US$ 100

A startup brasileira de games para celular Wildlife Studios se tornou o 10º unicórnio brasileiro. Unicórnios são startups que ultrapassam o valor de mercado de US$ 1 bilhão. A empresa recebeu aporte de US$ 60 milhões do fundo de capital de risco do Benchmark Capital e foi avaliada em US$ 1,3 bilhão.

A Wildlife possui 500 funcionários em seis escritórios: três nos Estados Unidos, um em São Paulo, um na Argentina e um na Irlanda. Com crescimento anual de 80%, a expectativa é de que o catálogo de jogos da marca alcance 2 bilhões de downloads até o fim de 2019. Mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo já jogaram os jogos da Wildlife, como Sniper 3D e Tennis Clash.

Como a maioria das empresas de mobile gaming, a Wildlife trabalha num modelo de negócios freemium. O jogador baixa o jogo de graça e só coloca a mão no bolso se desejar acelerar seu progresso no jogo. Na média da indústria, de 90% a 95% de todos os jogadores jogam sem pagar nada, mas os jogadores pagantes tornam o negócio um ‘cash cow’.

A empresa tem trajetória discreta até aqui: foi criada em 2011 com o investimento inicial de US$ 100, na casa dos pais dos irmãos paulistanos Victor e Arthur Lazarte. Os Lazarte colocaram a Wildlife — que até agosto se chamava TFG, sigla para Top Free Games — entre as dez maiores empresas de games móveis do mundo.

Segundo Victor Lazarte, o caçula que mora na Califórnia para tocar a expansão global da empresa, o objetivo é criar jogos que vão marcar a geração. A Wildlife deve aumentar seu time em 60% em 2020, chegando a 800 pessoas. A maior parte do time da empresa está em São Paulo, mas, no futuro, essa proporção deve se equilibrar pela metade.

O mercado de mobile gaming movimenta US$ 80 bilhões por ano e já é maior do que os jogos de console — como o PlayStation — e os de PC combinados. O faturamento com jogos de celular cresce 25% ao ano, comparado a apenas 4% para os jogos em PC e console. A Wildlife publica cerca de três jogos por ano, que são geralmente traduzidos para 10 idiomas e lançados em 120 países.