Dólar chega a R$ 4,20 e fecha no maior valor da história

Instabilidade na América Latina levaram a alta da moeda americana

Nesta semana, o dólar foi cotado a R$ 4,2061, tornando-se o valor mais elevado desde o início do Plano Real. Um dos motivos para a alta da moeda americana foi a instabilidade política em países vizinhos como a Argentina, a Bolívia e o Chile.

Os investidores também estão inseguros de injetar recursos no Brasil: temem que a libertação do ex-presidente Lula leve o país a mesma situação das nações sul-americanas. 

Outro ponto de atenção dos investidores foi a decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) de determinar o envio à Corte todos os Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e das Representações Fiscais para Fins Penais (RFFP) elaborados pela Unidade de Inteligência Financeira do Banco Central (antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Essa medida pode colocar em risco informações privadas de aproximadamente 600.000 pessoas. 

O aumento do dólar acontece em um momento de tensão em acordos comerciais entre EUA e China – o que também contribui para o aumento da moeda americana. Houve um breve otimismo dos investidores em relação às negociações comerciais entre EUA e China após a agência estatal chinesa Xinhua informar que os dois lados mantiveram “negociações construtivas” sobre o comércio entre os países. 

Contudo, o canal de televisão americano CNBC relatou que o acordo comercial com os Estados Unidos não está encaminhado, devido à relutância do presidente Donald Trump em retirar tarifas.