Tecnologia fomenta concorrência no setor bancário, segundo diretor do BC

A tecnologia se tornou principal motivador para que novas empresas disputem mercado com grandes bancos

Os próximos passos a serem tomados pelo banco é a criação do Cadastro Positivo e o Open Banking (foto: reprodução)

As empresas de diversos segmentos estão em busca de facilitar o acesso do seu cliente a créditos por meio de canais tecnológicos, as maquininhas, por exemplo, se tornaram aliadas desses empresários na aproximação de consumidor e prestador de serviços.

Em relação a isso, João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, disse que as novas empresas de adquirência, aquelas que oferecem os serviços das maquininhas, são fundamentais para ampliar o acesso dos brasileiros ao crédito.

Menores custos a mais pessoas e empresas

Segundo eles, essas companhias representam, muitas vezes, o primeiro acesso de brasileiros ao sistema financeiro e estão ajudando a levar mais produtos bancários a menores custos a mais pessoas e empresas.

No quesito atuação das novas empresas, ao ser questionado sobre isso, Pinho de Mello declarou que a atuação foi possível graças à atuação dos órgãos reguladores, que, anos atrás, quebraram um sistema em que havia pouca concorrência, quando contratos de exclusividade entre bancos, grandes empresas de pagamentos e bandeiras de cartões impediam que novas maquininhas pudessem entrar no mercado.

O Banco Itaú Unibanco e a credenciadora de cartões Rede foram processados pelo e responderam por infração à ordem econômica, concorrência desleal e medidas anticompetitivas, a denúncia foi recebida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Aposta na concorrência

Segundo o diretor do Banco Central, a primeira aposta é na concorrência, mas ocasionalmente ela pode não atingir os objetivos, e cabe ao regulador intervir. Pinho explicou que as empresas, juntamente com as fintechs e corporativas de crédito, vão ganhar relevância na oferta de crédito para pessoas e empresas, elevando a concorrência e, assim, reduzindo os custos dos tomadores de financiamento.

Pinho de Mello ressaltou a importância dos investimentos em tecnologia, que permitiram fazer com que novas empresas pudessem disputar mercado com grandes bancos. A tecnologia diminuiu as barreiras de entrada porque não tem os custos das agências.

Papel da tecnologia

Uma questão para se analisar são os riscos oferecidos por qualquer implementação de nova tecnologia, portanto, o Banco Central frisa a atenção redobrada e devidos cuidados para dar ao seu cliente o máximo de segurança possível. O diretor do Banco Central acrescentou que o papel deles é deixar que a tecnologia produza seus efeitos para as empresas e pessoas de forma segura.

Cadastro Positivo e Open Banking

Para um futuro próximo, os próximos planos já estão em debate, entre eles estão: o Cadastro Positivo e o “open banking“. Por meio do sistema open banking (banco aberto), será possível a troca permitida de informações entre participantes do sistema bancário.

O cadastro positivo, por outro lado, cuida de questões que envolvem grandes bancos e seus deveres de compartilhar informações a respeito de bons pagadores para os concorrentes.

O open banking é o cadastro positivo elevado a algumas potências. Então precisa ter ainda mais governança, finalizou Pinho de Mello.