Investimento de empresas brasileiras em novas tecnologias cresce 45% em 2019, diz estudo

Estudo da Zebra Technologies mostra que aumentou a aposta em tecnologias como IoT e plataformas de dados; setor de varejo é o que mais investe

A empresas brasileiras estão investindo mais em novas tecnologias como internet das coisas e plataformas de dados, segundo o estudo Índice de Inteligência Empresarial 2019, realizado pela Zebra Technologies. Em 2019, o investimento médio das companhias com essas tecnologias foi de US$ 6,1 milhões, 45% a mais que no ano anterior. Já o gasto médio global chegou a US$ 6,4 milhões. 

Segundo o estudo, o crescimento foi impulsionado, em grande parte, pelo varejo, seguindo uma tendência global. Alessandro Matos, diretor geral e vice-presidente para a América Latina da Zebra Technologies, diz que as empresas investem em novas tecnologias, como o IoT, para otimizar custos e buscar mais eficiência operacional.

O estudo entrevistou 950 tomadores de decisão de TI em empresas de nove países, incluindo, Reino Unido, França, Alemanha, México, Brasil, Índia, China e Japão. As empresas foram analisadas e classificadas em um ranking de “inteligência” de acordo com critérios como gerenciamento de dados, visão sobre IoT e capacidade de adoção e adaptação de novas tecnologias.

A pesquisa também avaliou até que ponto as companhias estão conectando os universos físico e digital em setores como manufatura, transporte e logística, saúde e varejo. Mesmo com o alto investimento, o número de empresas “inteligentes” no Brasil ainda é inexpressivo, diz Matos.

O índice é de 18%, o que representa um crescimento de 10 pontos percentuais em relação a 2018. A pesquisa mostra ainda que 70% das empresas já estão em processo de transformação. Além disso, 885 das participantes esperar aumentar os gastos com IoT.

Matos afirma que o cenário político e financeiro, com baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), e as altas taxas impedem as empresas de investir em novas tecnologias. Por outro lado, segundo ele, há uma demanda na adoção de novas soluções no Brasil. E há muito mercado para isso, pois as empresas, até mesmo as multinacionais, precisam se renovar.