Banco do Brasil ultrapassa R$ 4 bilhões em lucro no 3° trimestre do ano

Os números contabilizaram alta anual de 34%, com crescimento de 2,5% em lucro líquido contábil, somando R$ 4,253 bilhões

A alta foi de 1,5%, com R$ 13,260 bilhões de margem financeira bruta (foto: reprodução)

Com alta de 33,5% de 2018 para 2019, o Banco do Brasil obteve lucro líquido ajustado de R$ 4,543 bilhões às vésperas de encerrar o terceiro semestre. Os números contabilizaram alta anual de 34%. Desde o início do ano, a instituição apresentou crescimento de 2,5% e lucro líquido contábil somou R$ 4,253 bilhões.

Margem financeira bruta de R$ 13,260 bilhões

De julho a setembro, diante do segundo semestre do ano, a alta foi de 1,5%, com R$ 13,260 bilhões de margem financeira bruta. Por outro lado, houve queda na receita financeira de 1,3%, no ano e 2,3% no trimestre, ficando em R$ 18,222 bilhões.

Com relação as despesas com provisões para créditos de liquidação, durante o trimestre teve queda de 6,9%, e alta de 2,8% no ano, totalizando R$ 3,316 bilhões.

Equiparados ao ano de 2018, foi constatado aumento de 8,7% e R$ 7,466 bilhões no terceiro trimestre com as receitas de tarifas. Ante o segundo trimestre, a alta foi de 0,4%.

Maior índice de crescimento

Os segmentos com maior índice de crescimento de receitas partiram de conta corrente (R$ 1,987 bilhão, com conta anual de 0,7%; administração de fundos (R$ 1,733 bilhão, com alta de 11,4%); seguros, previdência e capitalização (R$ 970 milhões, com alta de 35,7%) e cartão de crédito e débito (R$ 499 milhões, com alta de 1,7%).

Outro quesito importante é o fator inadimplência, que apresentou alta de 0,22% em junho desse ano e 0,66 em percentual no mês de setembro de 2018, ou seja, o BB encerrou o terceiro trimestre com inadimplência de 3,47% na carteira de crédito.

Segundo o Banco do Brasil, o indicador teria ficado em 2,74% se não fosse o efeito de um caso específico. Ainda assim, a taxa de calotes mostraria alta em relação a junho, quando a inadimplência seria de 2,61% sem o impacto de caso específico (provavelmente, a Odebrecht).

Taxas de calote

Numa comparação entre os meses de junho a setembro de 2018, a taxa de calote chegou a 3,27%, enquanto em 2019 subiram para 3,52%, valendo ressaltar que os dados estão baseados em carteira de pessoas físicas.

Já no segmento de pessoas jurídicas, os resultados apresentados no mês de junho, chegaram a uma alta de 3,84%, em setembro de 2018, já se notava um resultado não tão agradável em relação ao indicador, que estava em 3,68%. Ainda falando sobre os resultados do ano passado, em junho a taxa de calote chegava a 3,23%, enquanto em setembro foi de 3,09%, sem o caso específico.

Inadimplência do segmento de agronegócio

Houve aumento quanto a inadimplência no segmento de agronegócios, com 3,08% em junho, saltando para 3,27% em setembro, o resultado de indicador apontou para 1,62%. Permanecendo estável em relação ao mês de junho, no fim do terceiro semestre desse ano a carteira de crédito do BB somava R$ 686,676 bilhões.

Em comparação ao mês de setembro do ano de 2018, nesse ano, o estoque de operações com pessoas físicas teve alta de 2,4% frente a junho, terminando em R$ 208,942 bilhões.

Quanto a carteira de pessoa jurídica, percebeu-se redução nos números, junho encerrou com 1,4% e setembro com 7,4% quanto ao ano passado, o fechamento do terceiro trimestre encerrou em R$ 203,572 bilhões.

Setembro findou com R$ 168,167 bilhões no segmento de agronegócio, em relação ao ano passado, no mesmo mês, a baixa foi de 1,3% frente a junto, o avanço foi de 0,8%.

Revisão do crédito de lucro

A partir desse ano, o BB revisou seu crédito de lucro, anteriormente a estimativa era de R$ 14,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões, agora estima-se uma faixa de R$ 16,5 bilhões a R$ 18,5 bilhões. O lucro durante esses meses foi de R$ 13,222 bilhões.

Houve revisão no segmento de carteira de crédito rural, de 0,5% a 3% diante dos números anteriores que eram de 3% a 6%. Quanto a carteira de crédito de pessoa jurídica, o recuo foi de 13% a 10%, segundo o BB, consideradas as perspectivas de amortizações futuras, a carteira tende a convergir para o intervalo da projeção.