Inmetro passa a exigir certificação digital em bombas de combustíveis

A partir de dezembro serão aprovadas apenas bombas com certificação digital

Com a certificação digital, o Inmetro garante que o resultado da mediação é assinado digitalmente (foto: reprodução)

Foram anunciadas nesta semana modificações que irão valer a partir de dezembro que atingem as bombas medidoras de combustíveis líquidos (gasolina, diesel e etanol). Elas precisarão agora ter certificação digital.

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), junto ao Ministério da Economia, definiu que as bombas são responsáveis por apresentar o resultado de certificação de qualidade do que está sendoo vendido para o consumidor. O novo processo tem objetivo de reduzir o número de fraudes no abastecimento ao consumidor final.

Tentativa de coibir fraudes

Com esse sistema de certificação digital, o Inmetro pretende garantir que o resultado da mediação será assinado digitalmente. Essa medida permitirá que os consumidores saibam que a informação que chega no indicador da bomba foi produzida pelo mediador e que ele informou o Inmetro sobre possíveis causas dessas fraudes.

Mediadores não adequados

A grande dificuldade da propostao é que muitas das atuais bombas, em sua maioria, ainda têm sistemas de medição que funcionavam mecanicamente.
Segundo o Intro, com o passar dos anos, a tendência é de que os dispositivos eletrônicos tomem conta de tudo, inclusive dos instrumentos de medição, especialmente das bombas medidoras. É a chamada “Internet das Coisas” (IoT, no jargão tecnológico).

Mais fraudes

Segundo o órgão regulador, houve um crescimento do número de fraudes eletrônicas. Percebeu-se que os requisitos usados para as bombas medidoras não estavam adequados para essas novas bombas eletrônicas. Daí a necessidade da certificação digital.

A forma de comunicação entre os consumidores e as bombas com certificação se dará por meio de um aplicativo. A ideia é que o consumidor veja o resultado tanto no próprio celular quanto no indicador da bomba.

Mudança gradual

As mudanças serão feitas de maneira escalonada. Dessa forma, nem todas as bombas do mercado irão passar a usar o método digital inicialmente. Elas serão alteradas de forma gradual. Considerando a fabricação do período inicial da bomba, o processo pode levar até 15 anos para que todas as unidades antigas sejam trocadas.

De acordo com o Inmetro, à medida que os postos começarem a efetuar a substituição das bombas por equipamentos com certificação digital, os próprios consumidores irão à procura as mais confiáveis.

Modelos variando entre R$ 30 mil e R$ 40 mil

Maior procura por esses modelos fará com que os próprios integrantes do mercado se adaptem a esse novo sistema e migrem para as bombas com certificação digital. Quem tiver uma bomba mais segura vai ter um chamariz maior para o consumidor.

Sujeito a alterações, esses modelos de bombas podem chegar a custar, em média, R$ 30 mil e R$ 40 mil. Quanto mais bicos a bomba tiver, mais alto pode chegar seu valor, declarou o Inmetro, por meio de sua assessoria de imprensa.

Denúncias

A fiscalização do Inmetro vai continuar atuando regularmente. Mas também poderão ser feitas verificações pontuais, “a qualquer tempo”, e atendendo denúncia de qualquer representante da sociedade, como consumidores, entidades do mercado e, inclusive, a polícia, com quem o Inmetro já tem realizado fiscalizações em postos de combustíveis por todo o país.