Um robô brasileiro que “imita” movimentos de pessoas na proximidade

O robô recebeu o nome de Hermes e está sendo aperfeiçoado para caminhar por ambientes desconhecidos

As ações realizadas pelo robô serão monitoradas por meio de um colete (foto: reprodução)

Já imaginou um robô que consiga imitar ou aprender os mesmos movimentos de um humano? Esse tipo de protótipo já existe e foi criado por um brasileiro. João Ramos, pesquisador e professor assistente do Departamento de Ciência Mecânica e Engenharia na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos pensou nos robôs para atribuir uma tecnologia que permitisse se locomoverem por ambientes desconhecidos.

Robô Hermes

Hermes é o nome dado ao robô que funciona por meio de um sensor de movimentos. Ele consegue captar movimentos como pulos, passos e caminhadas de acordo com o corpo de um operador que carrega consigo uma placa equipada com sensores.

As ações realizadas por este robô são registradas de acordo com sua ação que é monitorada por um colete. Após captadas, todas estas informações passam por um mapeamento de um robô bípede.

“Sentimentos” compartilhados

Aquilo que o robô “sente” o operador consegue sentir, essa foi a ideia principal do criador. Um exemplo é uma batida na parede, a mesma sensação sentida pelo robô, deve ser sentida por seu operador, desta forma, o operador consegue ter noção do que é necessário ajustar ou não.

Em situações perigosas, como níveis de força maior que a que Hermes consiga suportar são capazes de serem interrompidas por conta do feedback pós mapeamento.

Passos lentos na área da robótica

Mesmo a passo lentos, este é um avanço para a área da robótica. Ainda são necessários alguns estudos, maior desenvolvimento no âmbito da comunicação que ainda é falha e as tarefas realizadas pelo robô ainda são destinadas a movimentos específicos, este também é um ponto a ser melhorado.

A respeito dos riscos que as pessoas são expostas e reflexo de respostas dos robôs, o que já é notado é que a conexão virtual com os humanos pode ajudar essas máquinas com as respostas a desastres ou diversas outras situações.

Desastre da usina de Fukushima

Segundo alguns pesquisadores, um sistema pode ser usado para ajudar em operações robóticas de limpeza, como aconteceu após o desastre da usina de Fukushima, no Japão, em 2011.

Na época, com esse tipo de tecnologia, os robôs conseguiriam receber instruções a longa distância partidas da equipe de resgate. Ramos diz que as informações capturadas no sistema podem ser usadas para ajudar a treinar robôs autônomos.