QR Code é novidade em túmulos de cemitério em São Paulo

O projeto de QR Code será inaugurado neste sábado (2), Dia de Finados

Por meio do QR Code localizado no jazigo os familiares serão direcionados à página com informações sobre o falecido (foto: reprodução)

O cemitério Ana Rosa de Paula, localizado em Jaú (São Paulo), irá inaugurar, neste sábado (2), em comemoração ao Dia de Finados, um projeto de QR Code que tem o propósito de trazer à lembrança de parentes, amigos e conhecidos a história de cada falecido que está enterrado naquele lugar.

Jazigos com QR Code

Este fato curioso e, de certa maneira bem inovador, chamou a atenção não somente dos moradores da região, mas de toda uma população que se interessou pela notícia.

Os falecidos terão a chance de ter suas histórias contadas por meio de QR Code fixados nos jazigos. Ao acessar, pelo smartphone, os leitores são encaminhados para uma página na internet com as informações daqueles que já partiram, mas ficaram eternizados na memória da família.

Dar vida ao que está morto

Guilherme Izanato, um dos proprietários da Funerária Jauense, diz que esta iniciativa surgiu a partir da necessidade de reviver a cultura do cemitério, estimulando a visita das pessoas ao local, para homenagear os entes queridos que já morreram. Ele ressalta que esse costume de ir ao cemitério está acabando a cada ano que passa. Quem sabe isso é um jeito de deixar isso vivo? Um neto que não conheceu o bisavô vai poder ver a foto, a história dele.

Personalidades históricas

Durante a manhã de sábado, haverá uma caminhada pelo cemitério que é bastante conhecido por abrigar muitas personalidades históricas e que marcaram época, como, por exemplo: Criolando, que era mais conhecido por sua capacidade de “premonição”, de saber quando uma pessoa acabava de falecer na cidade, o primeiro sapateiro, o primeiro imigrante, o criador do chuveiro elétrico, o primeiro italiano em Jaú, o comandante João Ribeiro de Barros, entre outros.

Iniciativa digital

A iniciativa nasceu da união entre o Grupo NecroPollis, a funerária e a Secretaria de Cultura. André Ricardo da Silva, que é participante do NecroPollis, é o responsável pela criação dos textos com as histórias dos falecidos, as mesmas que serão disponibilizadas pelos QR Codes. Além de contadas, os envolvidos estarão a caráter, dando mais vida aos personagens e pretendem buscar maior visibilidade ao cemitério.

Segundo Guilherme, o evento disponibilizará uma tenda na qual as famílias poderão se inscrever para inserir o código com as informações mais importantes e que marcam, até os dias atuais, aqueles que vivenciaram e aqueles que não tiveram oportunidade, poderão conhece-las. Guilherme diz que ainda não foi estipulado custo para o serviço. A família terá acesso à página, podendo assim, alimentá-la com homenagens e fotos.