Esta mão robótica aprendeu a resolver um cubo mágico sozinha

Desenvolvido pela OpenAI, o robô Dactyl foi idealizado para realizar múltiplas tarefas semelhantes a capacidade humana

Para muitas pessoas, resolver o Cubo de Rubik, também conhecido como cubo mágico, é praticamente impossível. Mas pesquisadores do laboratório OpenAI, uma organização de pesquisas com inteligência artificial (IA) sem fins lucrativos, desenvolveram uma mão robótica de nome Dactyl capaz de solucionar esse desafio de forma autônoma com a ajuda da IA.

Para que o Dactyl aprendesse a resolver o cubo mágico, a OpenAI contou com um software, utilizando uma técnica chamada de (ADR – Automatic domain randomization, em Inglês). O método é um algoritmo que altera variáveis de forma automática e interativa, permitindo ao robô se movimentar de maneira consistente e complexa, e a lidar com mudanças de ambiente que vão além do que um computador poderia prever e simular.

De acordo com a equipe do projeto, a máquina levou em média quatro minutos para resolver o cubo. Em um vídeo de demonstração, a OpenAI mostrou situações para aumentar o nível de dificuldade na tarefa realizada pelo robô, como cutucar o cubo com um brinquedo de pelúcia ou cobrir o objeto com um pano preto.

Isso porque, embora seja instintivo para o seres humanos, lidar com interrupções e ou obstáculos, principalmente quando se trata de segurar e manipular objetos, é um grande desafio para a robótica. Confira o vídeo divulgado pela OpenAI:

O Dactyl foi construído com 24 articulações, para simular a mão humana, diferente das garras ou pinças vistas na maioria dos robôs. A tecnologia pode ajudar a OpenAI a desenvolver ‘robôs humanoides’ que podem executar uma ampla variedade de tarefas com segurança e precisão.

Peter Welinder, cientista pesquisador e líder do projeto, disse ao site The averbe que a equipe está tentando construir um robô de uso geral. No ano passado, a OpenAI divulgou o resultado dos testes com o Dactyl, que praticou manusear um cubo por ‘centenas de anos’. O tempo de treinamento foi simulado em ambiente virtual que levou cerca de 50 horas no mundo real.