Empreendedores terão acesso a microcrédito

Com as novas regras, 16 milhões de pessoas passam a ser beneficiadas

Neste setor, com cerca de 30% a 40% de retorno sobre capital, passa a ser considerado o mais alto do mercado (foto: reprodução)

Mesmo com ampla procura, os financiamentos ainda são rodeados de muita burocracia. Empresas e pessoas físicas precisam se encaixar em vários requisitos e solicitações para darem início a este processo. Mas esta situação está bem próxima de mudar.

Nos próximos dias, o governo baixará a medida provisória (MP) a fim de facilitar e aumentar a concessão de microcrédito. Para que sejam dadas maiores oportunidade às pessoas jurídicas e físicas foi anunciada partida de um conjunto de ações que o Ministério da Economia e o Banco Central (BC) passam a adotar com objetivo de reduzir custos do crédito.

Com este novo modelo de processo de microcrédito, o benefício chegará até 4 milhões de empreendedores. Serão 16 milhões de pessoas. Atualmente, menos de 2 milhões de pessoas recebem a oportunidade de financiamentos voltados a estes grupos. Com certa “classe” de preferência, o crédito fica sob posse de apenas alguns clientes, fator que pode ser considerado responsável pelo número de entrantes considerado baixíssimo.

Ainda que seja bastante requisitado, ainda é baixo o número de instituições que disponibilizam ofertas de microcrédito. O Banco do Nordeste do Brasil e o Banco Santander, hoje, possuem as duas maiores plataformas neste âmbito. Para que novas instituições façam parte, o governo pretende baratear e simplificar oferta de microcrédito por meio algumas medidas a serem tomadas.

Neste setor, com cerca de 30% a 40% de retorno sobre capital, passa a ser considerado o mais alto do mercado. Estando bem abaixo de outras linhas de crédito, no quesito inadimplência, a taxa chega apenas a 1,7%, consideravelmente baixa. Com as novas regras, as expectativas não se voltam para novos bancos parceiros, entretanto, as “fintechs” são aguardadas para integrar o segmento.

Quebrando protocolos que, por enquanto, ainda são exigidos, a praticidade será novo alvo nestas novas regras, enquanto um cliente precisa ir pessoalmente tratar com o gerente, será cedido espaço para que as plataformas digitais passem a operar ativamente.

Após detalhado estudo do cenário atual, foi verificada a necessidade de alterações nestes modelos de atuação de microcrédito. Esta reformulação partiu de análises feitas por Roberto Campos Neto, presidente do BC, junto a Rogério Marinho, secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Os empreendedores que faturam até R$ 200 mil conseguem acesso aos limites financeiros e microcréditos, porém, com a medida provisória, isso mudará. Passará para R$ 360 mil o valor de crédito. Esta elevação visa bancarizar um maior número de pessoas. Haverá, também, aumento de 2% do percentual liberado pelo Banco Central, porcentagem direcionada ao microcrédito. Todas as alterações pretendem contribuir com esta alíquota.

Com a nova gestão de governo houve aumento na concessão de crédito, situação contrária ao governo anterior, onde houve recuo de concessão. Dados revelados pelo BC apontaram queda de 12 pontos no segmento de crédito.

Por demora na substituição de crédito oficial durante a transição de modelo de crédito por parte de bancos privados o impacto negativa foi sentido na economia do país. Portanto, estas razões levaram o governo a agilizar o envio de projetos de lei ao Congresso Nacional, enquanto gerencia medidas administrativas em busca de diminuir a burocracia. A ideia é aumentar a concorrência de mercado e fomentar o desejo de participação de novas empresas de crédito.