Caribe é a região que gera mais resíduos plásticos por habitante, revela estudo

Só a pequena ilha de Santa Lúcia gera quatro vezes mais lixo plástico por pessoa do que a China, o maior poluidor do mundo em termos absolutos

Em 2016, o total de resíduos plásticos no mundo chegou a 242 toneladas. A China é o país que mais produz lixo plástico no mundo, com quase 60 milhões de toneladas. Em seguida estão os Estados Unidos (38 milhões), a Alemanha (14,5 milhões) e o Brasil, com 12 milhões de toneladas. 

Mas uma pesquisa recente realizada por Hannah Ritchie e Max Roser mostrou dados surpreendentes: embora a maior poluição plástica em números absolutos venha dos países asiáticos, a região com mais resíduos plásticos por habitante é o Caribe, reporta a Forbes.

Um exemplo disso é a pequena ilha de Santa Lúcia, que gera quatro vezes mais resíduos plásticos por habitante do que a China. Entre os 30 maiores poluídores por habitante do mundo, dez são países do Caribe: Trinidad e Tobago, Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Nevis, Guiana, Barbados, Santa Lúcia, Bahamas, Granada, Anguila e Aruba. Todos os anos, esses países geram mais detritos plásticos do que o peso de 20 mil ônibus espaciais.

Trinidad e Tobago é o país que mais produz lixo plástico por habitante no mundo: cerca de 1,5 kg por dia. Estima-se que pelo menos 190 gramas desses resíduos vão parar no oceano, devido ao descarte inadequado.

O gerenciamento ineficiente é a principal causa da poluição por lixo plástico no Caribe. Um estudo mostrou que, todo ano, cerca de 322.745 toneladas de resíduos deixam de ser coletados. Por conta disso, 22% das residências descartam os plásticos diretamente em rios ou no oceano, ou em locais onde serão levados pela água, segundo o World Bank.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), 92% do lixo marinho no Caribe vem de fontes terrestres, em comparação com a média global de 80%. O Programa também mostrou que, entre 2006 e 2012, quase 4 milhões de detritos plásticos foram removidos de regiões costeiras e subaquáticas.

Iniciativas como o aprimoramento na gestão de sistemas de coleta de lixo, reciclagem e aterros sanitários podem evitar que o descarte de plástico triplique até 2060, de acordo com um estudo da Ocean Cleanup Foundation.