Foodtechs passam a atrair maior número de investidores anjos

O valor inicial investido por um investidor anjo varia entre R$ 50 mil a R$ 500 mil

32,6% de investidores demonstram interesse no setor de foodtechs (foto: reprodução)

O interesse no setor de foodtechs tem crescido bastante nos últimos anos, prova disso é uma pesquisa realizada pelos Anjos do Brasil, um grupo de pessoas pertencentes ou não a determinada empresa que investem em outras empresas iniciais, mostra que 32,6% dos 181 investidores ouvidos desejam investir nesta nova área.

Mercado Promissor

Maria Rita Spina Bueno, diretora executiva da Anjos no Brasil, diz que este é um mercado promissor e que vale estar no radar do investidor. Atualmente, o país conta com cerca de 180 foodtechs, segundo levantamento recente da consultoria FoodTech Movement.

Valor inicial de R$ 50 mil a R$ 500 mil

O valor inicial investido por um investidor anjo varia entre R$ 50 mil a R$ 500 mil. O interesse pelo setor de alimentação vem crescendo e os olhos destes investidores voltaram-se para aquelas startups que, recentemente, iniciaram a criação de carnes em laboratório, simulando a carne animal com uso de vegetais como matéria-prima para a fabricação.

Fintechs de serviços financeiros

Integrando o grupo de interesse de investidores, estão as fintechs, startups de serviços financeiros. Durante a pesquisa feita pela empresa, 51% dos entrevistados disseram se interessar por este tema. As empresas que atuam na área de tecnologia por meio de inteligência artificial ou software também são atraentes, ocupando o 2º lugar no ranking de interesse, com 46,3%.

Healthtechs

As healthtechs, startups ligadas à área da saúde ou biotecnologia ocupam o terceiro lugar, com 45,6% de interessados. Hoje, o Brasil tem menos de 8 mil investidores-anjo. Em 2018, foram cerca de R$ 980 milhões investidos juntos. Á frente do nosso país está o mercado americano, que tem atualmente cerca de 288 mil investidores e US$ 23 bilhões investidos anualmente.

Espera-se que, no Brasil, suba para 5% o número de investimentos, entretanto, de acordo com Lúcio Feijó, advogado e sócio-fundador do escritório Feijó Advogados, quando sancionada a MP 881, que está em análise no Congresso, dará autonomia a investidores, de um lado, fundadores e empresas-alvo, do outro, para negociarem os termos de seus aportes sem que sejam facilmente questionados no judiciário. Isso limitará a responsabilidade do investidor ao capital aportado na investida.

MP 881

Ou seja, caso aprovada a MP, o investidor ficará com o pé atrás, pois, a sanção proíbe que os bens de uma pessoa jurídica sirvam de pagamento de dívidas de uma empresa. Bens de empresa de um mesmo grupo não poderão ser usados para pagar débitos de outra empresa, o patrimônio de sócios passará a ser separado das dívidas de pessoa jurídica.


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