Canal digital é nova aposta tecnológia para Citibank crescer no Brasil

Os responsáveis pelo banco acreditam que este é o único caminhão para que os bancos consigam sobreviver diante do novo contexto

Tapodyti Bose e Driss Temsemani, ambos responsáveis pela área de canais digitais (foto: reprodução)

A passos largos, o universo passa a se encaixar no mundo virtual. Donos de grandes negócios perceberam a necessidade de se adaptar a evolução deste contínuo avanço tecnológico. Em entrevista concedida ao Valor Investe, o indiano Tapodyti Bose e Driss Temsemani, ambos responsáveis pela área de canais digitais do Citi, deixaram claro que, em opiniões particulares, a digitalização é o único caminho para que os bancos consigam sobreviver diante do cenário atual: um tsunami de transformações tecnológicos.

Com a inovadora invasão das fintechs, startups de serviços financeiros, os bancos reconheceram que, para continuarem atuando, precisam reciclar. O Citi, que é voltado às empresas e clientes responsáveis por grandes fortunas, pretende tornar-se um banco exclusivamente digital, tanto no Brasil, quanto em todo o mundo posteriormente.

Não se trata apenas de concorrência, mas, por exemplo, no caso das fintechs (atacado), que também são clientes e parceiras, encontra-se, a partir disso, mais um bom motivo para digitalizar os processos. Bose declarou que o Citi quer ser o banco dessas empresas que já nascem digitais.

Temsamani afirma que o desejo é que eles sejam o que os clientes querem que sejam. E o modelo bancário tradicional não oferece mais a experiência que os clientes desejam.

O Citi pretende oferecer serviços com o mesmo emprenho de empresas concorrentes, as fintechs, por exemplo, pretendem reduzir os custos para o seu grupo de clientes, o Citi busca caminhar pela mesma linha de melhorar a experiência de consumo de produtos e serviços financeiros. No ranking de bancos estrangeiros no país, o Citi tem R$ 79 bilhões em ativos, ficando atrás, somente, do Santander Brasil, ocupando o lugar de segundo maior banco estrangeiro.

Atualmente, o Citi busca se estabelecer como banco de atacado, já que no Brasil, este sempre foi seu negócio mais rentável. O Itáu comprou, em 2017, a operação de varejo voltada para pessoas físicas que era de responsabilidade da instituição financeira. Nos primeiros seis meses do ano, subiu para 19,6% o lucro líquido do banco do Brasil, comparado ao mesmo período de 2018, fechando em 706 milhões, deixando o Citi Brasil como quinta maior operação em atacado no mundo.

Com cerca de 60% dos investimentos estrangeiros do país em custódia do banco, ele lidera o ranking de estruturação e distribuição de dívida corporativa. O desejo da instituição financeira agora é: crescer em tecnologia e aumentar o número de financiamentos de projetos, voltando-se para ofertas de ações e dívida e fusões e aquisições.

Já é possível que as empresas abram contas por meio de um aplicativo que acabou de ser lançado no Brasil. Por meio dele, o cliente pode acessas as contas com impressão digital ou reconhecimento facial. Também será possível medir o índice de digitalização do cliente cadastrado, tudo a fim de facilitar os processos.

Faz 20 anos que visito o Brasil. Cada vez que venho, houve uma mudança dramática, inclusive, de mentalidade dos reguladores. O Citi tem colaborado com bancos centrais ao redor do mundo para criar uma regulação eficiente, que colabore com o avanço digital, conclui Bose.


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