Safra almeja liderança na área de varejo

O banco encerrou o ano anterior com o R$ 106,2 bilhões

A meta do Banco Safra é se tornar um dos líderes de varejo por meio do varejo bancário, esta ambição se deu a partir dos avanços tecnológicos. Alberto Safra, um dos quatro filhos do banqueiro Joseph Safra, responsável pela instituição, diz acreditar que podem se tornar um dos quatro maiores bancos de varejo, um mercado do qual estava total.

Ele ainda acrescenta que não acha difícil. Hoje tem Itaú, Bradesco, Santader e os bancos públicos. E precisa de mais banco nisso, falta. Tem caixa, captação, capital e produtos para isso. Alberto afirma acreditar e fazer acontecer porque é uma oportunidade grande de se fazer.

A SafraWallet, carteira digital integrada ao sistema de maquininhas de cartão do SafraPay será um passo fundamental dentro deste projeto, a isenção da carteira acontecerá em um espaço de trinta dias.

A partir do instante em que o usuário que possui o cartão realizar alguma compra fazendo uso da maquininha, automaticamente receberá uma proposta de desconto ou financiamento, por exemplo. Caso aceite, de imediato será aberta uma conta digital no banco e o usuário passa a ser um cliente Safra.

Segundo Alberto, antes o varejo não fazia sentido, teria que abrir agências com grande velocidade e foi optado por não seguir esse caminho. Se fosse questionado se haveria mudança antecipando esse mercado, ele afirmou que não. Assim como o mercado não via isso. Mas hoje é uma oportunidade.

A facilidade de não precisar lidar com custos de manter a rede de agências e nem com os desafios de ter que fechá-las aos poucos, se deu pela baixa capilaridade do banco, possuindo apenas 106 agências, tornando-se assim uma grande vantagem competitiva no cenário atual.

Alberto é considerado, entre os quatro filhos, o mais propício para atuar nos negócios do ramo de seu pai, a características mais notável do filho é a de controlar as coisas de perto.

No primeiro semestre do ano, o Safra teve queda de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, em crédito, o banco encerrou com o R$ 106,2 bilhões, Alberto diz que a recuperação de crédito foi maior.


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