Cortes do Sistema S impacta em prejuízo de R$ 1,6 bilhão

Espera-se redução de até 20% na cobrança sobre a folha de pagamento, resultando em R$ 4,5 bilhões

Por conta de corte de recursos acordados com o governo federal, o Sistema S realizou corte de alguns serviços oferecidos pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) em todo país. Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) declarou que, para as entidades da indústria, esse corte representará R$ 1,6 bilhão a menos (por ano), entretanto, o Sesi que vai suportar essa redução.

O objetivo principal deste acordo é a redução de carga sobre empresas de setores diversificados, a partir das discussões direcionadas pelo governo sobre a reforma tributária. Espera-se redução de até 20% na cobrança sobre a folha de pagamento que financia o Sistema S, resultando em R$ 4,5 bilhões.

Algumas das empresas que recebem pagamento inclusos na folha de pessoal para o sistema são relacionadas a indústria Senai e Sesi, (agropecuária) Senar, (comércio) Senac e Sesc, (transportes) Sest e Senat, (cooperativismo) Seescoop e micro e pequena empresas, Sebrae.

O Senai recebe de contribuição 1%, enquanto o Sesi recebe 1,5%. O Senai fica intacto em recebimento de contribuição e o Sesi cai para 1%, segundo o acordo, considerando o âmbito da indústria.

Ainda falando de indústria, ainda está sob análise de aprovação do conselho de CNI, do conselho do Sesi e do conselho do Senai, durante alguns meses o governo discute essas negociações.

Subtende-se duas divisões, a primeira atenderá aos desempregados e às empresas que precisam atualizar seus trabalhadores; já a segunda, é direcionada aos jovens com cadastro ativo no Programa Bolsa Família.

Para esses jovens com cadastros no Bolsa Família, o convênio pretende atender 3,5 milhões, acordo já assinado com o Ministério da Cidadania. Os estudantes são classificados como “nem-nem“, ou seja, nem estudam, nem trabalham, de acordo com fontes participantes das negociações.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, saiu em defesa de despeito dos cortes, não se prejudique o “bom trabalho” feito atualmente por Sesi e Senai.

Todos pediram um Estado menor e todos têm de dar uma dose de sacrifício, acrescentou Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estadode Minas Gerais (FIEMG), ele diz que embora entendam que o Sistema S é muito relevante, todos precisam fazer mais com menos.