Economia brasileira apresenta crescimento no segundo trimestre de 2019

O resultado positivo foi de 0,4% no crescimento da economia no segundo trimestre deste ano

O grande aliado do PIB foi o mercado imobiliário (foto: reprodução)

É sensato não torcer contra a economia de um país ou região, principalmente se você vive no local em questão. Baseado em informações divulgadas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o resultado positivo de 0,4% no crescimento da economia no segundo trimestre de 2019 se deu em decorrência da boa atuação da construção civil.

Mercado Imobiliário

Com esse resultado, foi afastada a possibilidade de recessão técnica, que ocorre quando há dois trimestres seguidos de queda de nível de atividade. O grande aliado do PIB foi o mercado imobiliário, valendo lembrar que não foram obras de infraestrutura nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, informou que esse número da construção veio devido ao mercado imobiliário, porque as áreas de infraestrutura de obras industriais e corporativas continuam fracas. José acrescentou que a recuperação veio em Estados que dependem menos de verba do governo, no Sudoeste e Centro-Oeste.

Equiparado ao ano passado, em 2019 a venda de unidades residenciais no Sudeste subiu 33,5% no segundo trimestre, segundo dados da CBIC. Houve alta de 22% no Centro-Oeste, em contrapartida, o Nordeste apresentou queda de 17%.

A locomotiva da construção começou a andar. Começou com o mercado imobiliário, vai andar e vai puxar o resto da economia, afirmou Martins, que defende que o setor é o freio ou o acelerador da economia.

Tem uma demanda reprimida muito grande, os financiamentos caíram nos últimos anos. Mas chega uma hora que não tem mais jeito, tem que sair da casa do pai, separou e vai sair da casa do cônjuge. Tem um mínimo sinal e a pessoa vai, disse Martins ao ser questionado sobre a baixa do ano passado na época da greve dos caminhoneiros.

Governo em festa

O PIB foi bastante comemorado pelo Governo, entretanto, os resultados não superaram as expectativas logo que, nos primeiros três meses do ano, o resultado foi negativo. O governo brasileiro e o mercado financeiro ainda aguardam por uma alta de 0,8%. O mercado financeiro começou o ano com uma previsão acima dos 2%, segundo o Relatório Focus do Banco Central.

Fundo Monetário Internacional

O Fundo Monetário Internacional (FMI), que é impulsionado principalmente pelos países asiáticos, prevê um desempenho para a economia maior que a conquistada pelo Brasil, que está abaixo de 4% do resultado previsto, ao mesmo que é esperado para a América Latina neste ano em linha de 0,6%.

Foi perceptível a queda na atividade econômica de países da América Latina, como conclui um relatório do FMI sobre o primeiro semestre do ano. Entre os principais motivos, está o Brasil, onde, segundo a avaliação da instituição, a confiança se enfraqueceu devido à incerteza sobre a aprovação de reformas.