Incorporadoras apresentam bom desempenho em média e alta renda

O resultado foi de alta de 51,1% para 51,7% com alavancagem consolidada do patrimônio líquido

No primeiro semestre a expansão de lançamentos foi de 43,5% para R$ 9,38, equiparado ao ano passado (foto: reprodução)

Com destaques voltados para as companhias Cyrela, Even Construtora e Incorporadora EZTec, houve significativa melhora nos resultados do setor de incorporação no segundo semestre deste ano. Um dos destaques da baixa renda se deu ao impacto em cima das margens do aumento de restrições da Caixa Econômica Federal na concessão de crédito imobiliário para compradores de imóveis.

Crescimento de receita líquida

Com queda de 87,9% de líquido consolidado das incorporadoras para R$ 60,3 milhões, houve o crescimento de 24,9% de receita líquida, somado a R$ 4,887 bilhões. A margem bruta subiu de 23,7% para 29,5%. O resultado foi de alta de 51,1% para 51,7% com alavancagem consolidada do patrimônio líquido. Ainda para este semestre, a expectativa é de melhora nos resultados líquidos.

Além das empresas citadas acima, foram mais 12 empresas inclusas a partir de um levantamento realizado pelo Valor Data, entre elas estão: CR2, Direcional Engenharia, Gafisa, Helbor, MRV Engenharia, PDG Realty, RNI Empreendimentos Imobiliários, Tecnisa, Tenda, Trisul e Viver Incorporadora.

Com R$ 249 milhões em prejuízo, a PDG apresentou lucro líquido consolidado em R$ 188,7 milhões ainda no segundo trimestre. Foram 28,6% de receita líquida sobre o 28,6% equiparado ao mesmo período do ano passado, para R$ 4,796 milhões. Teve 26% de crescimento da margem bruta para 29,3%. A alavancagem do setor reduziu de 32,3% para 27,4%.

Lançamentos elevados

Com percentuais e valores maiores que em 2018, o primeiro trimestre do ano chegou com lançamentos elevados vindo das incorporadoras, em vendas e líquidas subiu de 25% para R$ 5,585 bilhões e R$ 5,169. Em contrapartida, com queda de 39% para R$ 5,169 estavam os distratos, ambos comparados ao ano de 2018.

Expansão de lançamento no primeiro trimestre

De janeiro a junho a expansão de lançamentos foi de 43,5% para R$ 9,38, equiparado ao ano passado. Em alta estiveram as vendas líquidas de 23,2% para R$ 9,433 bilhões, resultados que comprovaram desempenho semestral positivo do setor. A EZTecn teve elevação de sua meta para R$ 1,5 bilhão para R$ 2 bilhões. Até setembro é previsto lançamentos em torno de R$ 707 milhões. A Cyrela, por exemplo, tem espera superar os lançamentos de 2018.

Outra empresa que aguarda alta do indicador é a Even, o aguardado é que os preços de vendas de lançamentos estão superiores aos esperados e que tem comercializado estoques prontos com valores superiores aos de um ano atrás. Segundo analistas, as duas empresas destacaram-se no primeiro trimestre em geração de caixa.

Crédito bancário aos clientes Minha Casa, Minha Vida

Em comparação ao ano passado, a MRV, Tenda e Direcional que integram o segmento de baixa renda, apresentaram melhora de resultado líquido e receita líquida, entretanto, devido crédito bancário concedido aos clientes no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, as margens brutas da MRV e Tenda foram reduzidas.

Os investidores estão monitorando o que pode acontecer com as margens das incorporadoras de baixa renda no segundo trimestre, afirma um analista setorial, ressaltando que as atenções vão se voltar mais para a execução dos financiamentos pela Caixa do que a preocupação com eventual falta de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).