Startup usa impressão 3D para criar prótese com mobilidade

O protótipo foi reconhecido no 11° Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo

Andrey Hertel, desenvolvedor da prótese em 3D (foto: reprodução)

Quem, sem seus membros superiores, não sonharia com uma prótese capaz de exercer os movimentos não conseguidos antes pela falta do braço ou da mão? Pensando na utilidade e avanço para si mesmo e para outros que possuam a mesma necessidade que Andrey Hertel, estudante de engenharia eletrônica da Faculdade Anchieta de Ensino Superior do Paraná (Faesp), em Curitiba, criou uma prótese de mão a partir de uma impressão 3D.

O estudante nasceu com uma agenesia (atrofia de órgão) em um de seus braços. Andrey, um apaixonado pela tecnologia e pelas possibilidades oferecidas por ela, iniciou sua busca logo cedo com desejo de aprender a respeito de microeletrônica aplicada a próteses.

Reconhecido no 11° Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo

Seu invento já havia sido reconhecido no 11º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável e levou o 1º lugar na categoria Empreendedorismo Social. Desta vez, o estudante preferiu se concentrar numa versão da prótese que possa ir ao comércio com valor mais acessível para acesso de deficientes físicos.

A prótese foi desenvolvida por Andrey antes mesmo dele entrar na faculdade, a ideia era criar o protótipo que pudesse caber no bolso do consumidor que possui deficiência. A estimativa de valor de uma prótese pode ultrapassar R$ 100 mil.

Em fase de teste

Após desenvolvida, Andrey juntou-se ao também estudante de engenharia eletrônica, Lucas Cândido da Silva e ao engenheiro mecânico Arturo Vaine. O desejo do trio era aperfeiçoar o modelo de base, o protótipo passa por fase de teste em dois centros de reabilitação de Curitiba que fizeram parceria com o trio.

Segundo Arturo, eles pretendem unir tecnologias de manufatura aditiva a modelos customizados, e tecnologias de sensoriamento mio elétrico, para a construção de um produto de funções e custo, inexistentes hoje em dia.

Sebrae/PR

Outro grande parceiro do projeto é o Sebrae/PR, que permitiu a elaboração de negócio onde sejam desenvolvidas peças a preço acessível, eles também esperam superar desafios e obter liberação da Anvisa.

Eles terão capacitação para que os modelos sejam testados, validados e para que a primeira venda seja realizada em seis semanas. Serão consultorias personalizadas para que a gente chegue a um protótipo final, para a construção de um modelo de negócios sustentável, rentável e com o planejamento para as próximas etapas do negócio, afirma o consultor do Sebrae/PR, Vinícius Galindo de Mello.

Modo de funcionamento

A prótese é adaptada com dois sensores ligados na altura do bíceps e do tríceps, possui também uma placa de prototipagem de código aberto que pode ser programada para desenvolvimento de projetos interativos diversos. O protótipo é criado digitalmente por meio da impressão 3D. Os estímulos são capazes de produzir movimentos dos dedos da prótese por meio do arduíno.