Missão Empresarial da FIEMA visita Centro de Lançamento de Alcântara

Acordo entre Brasil e Estados Unidos em relação a Alcântara deve beneficiar 134 grupos de produtos brasileiros

Edison Baldez (presidente da Fiema) entre o Coronel Aviador Rodrigo Fontes e o Coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho, diretor do CLA.

Com o objetivo de apresentar à classe empresarial as expectativas de demandas decorrentes do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) para uso comercial da Base de Lançamentos Aeroespaciais de Alcântara, a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) organizou nesta terça-feira (13) uma viagem para Alcântara. 

Empresários industriais e diretores que compõem a FIEMA, além de representantes do setor empresarial como FCDL, Fecomércio, Faema, Sebrae-MA, puderam conhecer o Centro de Lançamento (CLA), no sentido de conhecer oportunidades de negócios que possam vir a beneficiar as empresas com fornecimento de bens e serviços para o projeto.

Os empresário foram recebidos pelo Coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho, Diretor do centro, que fez uma apresentação e capitaneou visitas à torre de lançamento, ao centro técnico e ao aeroporto. À tarde, a missão visitou a área do Porto do Cujupe e Distrito Industrial da cidade.

VALOR DE MERCADO 

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a importância estratégica do AST, estima-se uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano até 2026, o que torna positivo o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos, em especial pelo potencial de atração e geração de negócios em torno do CLA. 

De acordo com o presidente da FIEMA, Edilson Baldez, o Brasil vai entrar no mercado de lançamento de satélites, com a expectativa de que o país passe a exportar serviços relacionados a essa indústria. 

CNI mostrou que pelo menos 134 grupos de produtos brasileiros serão beneficiados com o acordo de livre comércio com os Estados Unidos, reduzindo a carga tributária para investimentos bilaterais, em comércio e em serviços, além de diminuir a tributação na remessa de dividendos de empresas brasileiras nos Estados Unidos. Há vantagens também para baratear o pagamento de royalties e a importação de serviços.

CARTA 

Em julho deste ano, o presidente da FIEMA enviou carta-ofício ao Governador Flávio Dino para solicitar engajamento da Bancada Maranhense na aprovação desta importante demanda de interesse local e nacional, que vai proporcionar renda e trabalho para a população do estado. 

“Caso aprovado, esse acordo colocará o Maranhão no negócio aeroespacial mundial e criará um mundo novo de alta tecnologia e inovação, agregando exponencial valor à economia maranhense.  Esse novo futuro projeta com as demandas dos empreendimentos que aportarão em nosso território e os negócios provenientes desses contratos da indústria aeroespacial, a atração de alguns bilhões de dólares para o estado, consolidando uma cadeia de tecnologia de elevada complexidade, integrando os segmentos aeronáutico, espacial e de defesa”, destaca Baldez na carta. 

O presidente ressaltou ainda que esse segmento da indústria é um dos que mais ocupa mão de obra qualificada, gerando desenvolvimento tecnológico e demanda por produtos de grande sofisticação, e abrindo também para Alcântara potencialidades nas áreas de turismo, arte, gastronomia, hotelaria, lazer, cultura e serviços, entre tantas probabilidades de empreendedorismo.  


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