“Semana do Brasil” é cogitada para concorrer com o Black Friday

Está em discussão a possibilidade de redução do ICMS e do IPI sobre os eletrônicos e eletrodomésticos

A “Semana do Brasil” está prevista para acontecer entre os dias 06 a 15 de setembro (foto: reprodução)

Os consumidores ansiosos pelo período de descontos conhecido popularmente como Black Friday podem aguardar uma provável “Semana do Brasil. A novidade ainda está sob análise, mas já é cogitada para este ano.
Em conversa, varejistas e o governo, ambos cogitaram a criação desta nova data promocional para os setores de comércio e serviço, e o que é melhor, já tem data prevista, a promoção será de 6 a 15 de setembro.

De acordo com informações apuradas pelo Valor Econômico, está sendo discutido a viabilidade de reduzir ou isentar eletrônicos e eletrodomésticos durante esse período da cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A Black Friday, que é tão aguardada por todos, acontece no mês de novembro, movimentando o setor financeiro. A “Semana do Brasil” tem objetivo parecido. Essa ideia partiu do Governo, que viu nesta criação uma oportunidade para gerar vendas e movimentar o setor econômico, ainda que seja moderadamente.

Gancho para liberação do FGTS

Aproveitando o gancho de liberação do FGTS, que começará a ser pago no início de setembro, com estimativa para liberação de R$ 42 bilhões, a proposta ganhou mais força e será usada como trunfo para movimentação da economia brasileira.

A iniciativa pretende instigar o comércio contando com os líderes de varejo. A priori, o mês escolhido foi setembro, pois, após ser liberado um vídeo criado pelo Governo e direcionado aos varejistas, confirmaram que setembro é a “cara do Brasil. Com isso, as empresas poderão ser criativas nos “produtos temáticos” e aproveitar o momento para “valorizar o que é nosso”.

Cobrança de Impostos

Na quinta-feira (25), no Instituto do Varejo (IDV), em São Paulo, aconteceu a primeira reunião para propostas e elaboração da “Semana do Brasil”. A conversa foi liderada pelo chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Fábio Wajngarten. Fábio possui ligação com a Presidência da República. Um dos pontos citados pela rede foi a questão sobre mudanças na cobrança dos impostos.

Participaram do encontro os empresários: Flávio Rocha (Riachuelo), Meyer Nigri (Tecnisa), Roberto Fulcherberguer (Via Varejo), Marcelo Silva (IDV e Magazine Luiza).

Veiculação de campanhas em programas de TV

A fim de alcançarem a maior parte da massa, os veículos de comunicações enviaram representantes para discutirem criação e veiculação de campanhas em programas na TV aberta. Pouco antes do término da reunião, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se fez presente com os outros participantes.

Outros segmentos devem aderir ao período promocional. Além de comércio e serviço, entrarão os setores de turismo, hotelaria, concessionárias, fabricantes de automóveis, bancos, entre outros. A intensão é contar com a contribuição e parceria da Associação das Revendas de Automóveis (Fenabrave), dos Bancos (Febranan) e dos shoppings (Abrasce). Dependendo do resultado, haverá edições anuais da “Semana no Brasil”.

Benefício para o cliente

A “Semana do Brasil” não será um evento grandioso como o Black Friday, que acontece há anos. A ideia tem total apoio dos varejistas, frisando que o mês de setembro é fraco para os negócios, portanto, é uma oportunidade de melhora. Os planos estão sendo criados, mas a expectativa não é de superar o Black Friday, podendo ser lucrativos ou não.

O importante é conscientizar as pessoas que não haverá descontos extremos, mas “benefícios” para os compradores, de acordo com informações de uma fonte. Segundo um varejista ativo, para setembro, será mais uma compra pontual, de emergência, para reforçar o estoque. E não é aguardado, de imediato, “fazer” muito dinheiro com isso.


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