Copa do mundo de jogos indie começa no começo de agosto em São Luís

O desafio é criar um projeto de jogo em 48 horas

Diretor executivo da AMA Games. Kássio Sousa é também um dos organizadores do evento

LETÍCIA HÖFKE

Considerada a maior maratona de desenvolvimento de jogos do mundo, a Game Jam+ ocorre entre os dias 2 e 4 de agosto, no Sebraelab. O evento acontece simultaneamente ao de outras 33 cidades não só do Brasil – como São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre e Recife -, mas também de outros países – como Santiago, Dublin, La Paz, entre outras. 

A principal meta dos competidores é criar um projeto de jogo indie – ou seja, jogo eletrônicos independentes – em 48 horas. Porém, diferente de outras Game Jams normais, os desenvolvedores terão que dar alguns passos a mais: será necessário também elaborar um plano de negócios e de marketing. O objetivo é simular o que o mercado espera dos profissionais dessa área. De acordo com o diretor executivo da Associação Maranhense de Desenvolvedores de Jogos Eletrônicos Kássio Sousa, a ideia é aumentar a chance desses projetos de terem sucesso. 

“Muitos jogos são feitos sem pensar nesse planejamento inicial. Por isso, na Game Jam+, a equipe tem que estar planejando também a parte de marketing. Precisa-se saber como vai haver a venda dos jogos e em que plataforma eles vão estar”, diz Kássio, que também é um organizadores da competição regional em São Luís. 

Com duas equipes vencedoras por cidade, os finalistas vão se reunir em uma grande etapa final em novembro, no Rio de Janeiro, após alguns meses de desenvolvimento para ver qual será o próximo grande jogo indie. 

A principal característica que define o gênero é ser criado por uma pequena equipe de desenvolvedores e sem a ajuda de publicadoras grandes. Também chamados de independentes, o mercado de jogos indie cresceu muito nos últimos anos, tornando-se referência na indústria de games. Antigamente conhecidos como produtos de “segunda” e de baixo orçamento, hoje são exemplo na forma como relação comercial funciona. 

“Os jogos indie vêm normalmente de industria pequenas, que têm uma liberdade muito grande para criar. Por isso, acabam sendo bem inovadores. Geralmente, as pessoas colocam seus sentimentos e realidades em seus projetos. Aí, muita gente se identifica. Além disso, os criadores não podem fazer algo comum, porque se não, não consegue competir no mercado. ”, explica Kássio. O diretor cita ainda Super Meat Boy e Fez como exemplos de jogos indie que fizeram sucesso por não terem as mesmas limitações de games que vêm de grandes empresas. 

Ainda segundo Kássio, a GameJam+ é mais um dos eventos que ajudam a fomentar o mercado maranhense de jogos, gerando várias oportunidades para aqueles que têm interesse em trabalhar com isso no Maranhão e possibilitando não só o contato com a indústria de games ao redor do mundo, mas também o crescimento dessa área no estado.