Cigarro eletrônico pode ceder dados dos fumantes para chefes e seguradoras

Aplicado criado por empresa possibilita o acesso dos dados coletados por "terceiros"

young man vaping with an electronic cigarette

A Juul, empresa que domina o mercado norte-americano de cigarros eletrónicos, criou recentemente um modelo conectado via Bluetooth com um aplicativo no celular do usuário. De acordo com a companhia, o dispositivo tem como função ajudar ao fumante a controlar seu vício. Porém, esse mesmo programa possibilita que terceiros acessem as informações do usuário. 

As empresas interessadas, como seguradoras e administradoras de planos de saúde, e os chefes dos fumantes podem ter acesso ao número de tragadas, a periodicidade, a forma de pagamento, a localização e até o email dos clientes. Segundo a especialista da Universidade da Virgínia sobre o direito da saúde público Margaret Riley afirmou que até mesmo pode começar a venda de informação. 

Nos Estados Unidos, 29 estados proíbem qualquer tipo de discriminação trabalhista em relação aos fumantes, mas não existe uma lei federal sobre o tema. Há casos em que corporações baniram os cigarros (eletrônicos ou analógicos) para economizar nos gastos com plano de saúde. Por sua vez, as seguradoras querem mensalidades mais altas para os fumantes, mas esbarram na quantidade de informação que os assegurados passam.

Já no Brasil, a Brasil, a comercialização, importação e propaganda dos e-cigarros são proibidas. No entanto, há um forme movimento que pede por sua legalização, argumentando que os cigarros eletrônicos são menos prejudiciais por não conter tabaco e outras substâncias tóxicas, apesar de conter nicotina. Mesmo banido por aqui, o produto aparece nos principais portais de venda online e ainda ganha posts bem elogiosos por parte de influenciadores digitais. 


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