Startups criadas por afrodescendentes receberão investimento de fundo

São aguardadas mais cinco parcerias com empresas afroempreendedoras no Brasil

O fundo de investimento é especialmente voltado às empresas lideradas por afrodescendentes (Foto: reprodução)

Os primeiros passos para criação de uma startup são sempre incertos. Foi dessa maneira que a estudante Hasani Damazio iniciou seu trajeto empreendedor em 2004.

Estudando negócios internacionais em Nova York, ela resolveu colocar suas ideias em prática. Criou assim um empreendimento de marketing digital e teve seu primeiro contato com a figura do investidor-anjo, um fornecedor de assistência financeira a projetos e negócios.

Empresas aliadas

Sua primeira criação ligada ao mundo startup foi o Afro.Estate, que é um fundo de investimentos a microempreendedores afrodescendentes que desejam ampliar projetos voltados ao âmbito da inovação e empreendedorismo, mas que não possuem condições financeiras estáveis para dar a largada.

O investimento inicial é de R$ 1 milhão, tendo em base R$ 13 milhões de empreendedores no Brasil. O esperado para 2019 é apoiar mais cinco empresas e aumentar o número de investidores-anjo até 2020, com objetivo de ajudar ainda mais empresas criadas por afrodescendentes.

Gerando oportunidades

O projeto é de extrema importância para o setor econômico, já que gera em torno de 100 mil vagas de trabalho. O perfil procurado por Damazio são startups iniciadas por negros, mostrando a capacidade e profissionalismo dos envolvidos.

A primeira empresa a fechar parceria foi a Afropolitan Station, uma franquia de loja colaborativa que reúne 54 grifes de empreendedores afro-brasileiros, com marcas ligadas à moda, acessórios, decoração, gastronomia e literatura.

Segundo a empreendedora, no Brasil, ainda há certo tabu em se falar de criar inclusão social por meio do capital. Mas são os empreendedores que resolvem os problemas da sociedade por meio da oferta de seus produtos e serviços.


Anúncio: 407 anos São Luís