Coreia do Sul terá hospital “do futuro” com 5G, RA e assistentes de voz

As soluções incluem vários aparelhos e serviços para ajudar usuários, médicos e até visitantes

Para a Coreia do Sul, o futuro é agora ou, mais precisamente, o ano que vem. A Universidade Yonsei, em parceria com a operadora de telefonia SK Telecom, anunciou para 2020 a abertura do que chamou de “hospital do futuro”, usando tecnologias de realidade aumentada, 5G e assistência de voz, entre outras, em uma nova unidade de atendimento na cidade de Yongin, a 40 quilômetros da capital Seul.

Administrado pela instituição de ensino, o local substituirá crachás por sistemas de reconhecimento facial, dando acesso ou não a áreas restritas. Para os pacientes, um sistema de assistência de voz permitirá chamar enfermeiras ou controlar as luzes, a cama ou a temperatura do quarto, enquanto visitantes que circularem pelos corredores poderão contar com uma tecnologia de realidade aumentada que indica o caminho até os quartos, durante visitas, ou áreas administrativas caso necessário.

Outras tecnologias ainda soam como algo saído de um filme, mas devem ser aplicadas pelas mantenedoras do hospital já nessa etapa inicial. Pacientes em quarentena, por exemplo, poderão receber visitas de familiares por meio de um sistema de hologramas, enquanto um sistema de tradução simultânea permitirá que estrangeiros ou imigrantes possam conversar com a equipe médica sem maiores problemas. Ainda, um sistema de monitoramento inteligente indicará intercorrências entre os doentes que precisarem de atenção constante.

É uma ideia ambiciosa, mas que todas as partes prometem estar ativa já em fevereiro do ano que vem. A base de tudo, claro, é a rede 5G da SK Telecom, que conectará todos os dispositivos e realizará o transporte de informações criptografadas, já que, com tanta tecnologia, também vem o risco de invasão. A perspectiva, entretanto, é animadora para os envolvidos, em um modelo que deve servir como exemplo para outras instituições de saúde ao redor do mundo.

O mesmo, inclusive, vale para a própria universidade, que, apesar de ver neste seu primeiro projeto desse tipo em larga escala, já vem experimentando com tecnologias desse tipo há anos em hospitais não apenas da Coreia do Sul, mas também na Inglaterra e Irlanda. Hologramas e sistemas de monitoramento de tempo e atividades, por exemplo, lembravam médicos e enfermeiros sobre a necessidade de lavar as mãos, enquanto o reconhecimento facial já foi utilizado como uma ferramenta para agilizar a liberação de pagamentos para os procedimentos.

De acordo com o comunicado oficial, agora é a hora de unir todas essas tecnologias em um único local, de forma a facilitar a vida de pacientes, médicos e equipes, além de facilitar o acesso à informação e a quantidade de dados disponíveis para que os profissionais possam tomar decisões mais seguras. Além disso, claro, a ideia é expandir o projeto, depois de sua etapa de implementação e testes, a outros hospitais da Coreia do Sul e do restante do mundo.


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