Startups estão ajudando a montar a escola

As edtech tem criado uma nova dinâmica de ensino dentro de sala de aula

Se o consumo está mudando, a educação também evoluiu com as inovações e as tecnologias. As edtechs, startups de tecnologia da área de educação, chegaram para facilitar a vida de pais, escolas e acelerar o aprendizado.

O empresário Erick Moutinho criou em 2017, com dois sócios, um marketplace para educação. Cada instituição de ensino contrata a startup, que cria uma página para ela no site. Os pais de alunos acessam a plataforma e escolhem produtos e serviços como material escolar, uniforme e até aulas extras curriculares. Uma escola em São Paulo adotou a plataforma para os pais escolherem aulas de futebol.

A startup tem 180 escolas cadastradas e oferece 405 mil produtos e serviços. O faturamento vem da comissão cobrada dos fornecedores. Em dois anos, já movimentou R$ 3 milhões. Em 2018, a Associação Brasileira de Startup mapeou 364 editechs no Brasil e quase metade atua no ensino básico.

Um exemplo de escola do futuro, é uma de ensino de inglês, que tem um método que usa tecnologia em todo processo, como ter um tablet para sala de aula e o aluno faz os exercícios em um app.

Na escola tem ciclos de aprendizagem: é um conceito chamado “flipped classroom” ou sala de aula invertida. O aluno treina no aplicativo e agenda a aula. Fábio Ivatiuk criou a escola em Curitiba em 2018 com investimento de 400 mil reais. Hoje, já tem 13 unidades franqueadas.

De acordo com o empresário, o aluno treina no app agenda aula e vem aqui. Depois que faz o home school, vem pra sala de aula e é um circuito. Cada um tá na sua trilha individual. Tem aluno de primeiro a quinto nível.

Uma outra edtech é uma plataforma que opera no mercado educacional formando professores e criando uma nova dinâmica de ensino dentro de sala de aula.

O CEO da empresa, Eduardo Azevedo, conta que essa dinâmica passa pelo conceito Maker, que é apoiado em vários pilares, com as tecnologias emergentes em robótica, Maker, Tinker, inteligência artificial, internet das coisas e até blockchain, que são as tecnologias emergentes.

O curso tem aulas online e também presenciais. A metodologia foi criada pela startup. O objetivo é oferecer ferramentas para o professor se atualizar e montar aulas mais atrativas.

O curso pode ser contratado pela escola ou pelo próprio professor. Segundo Eduardo, são aulas para grupos de 10 ou 20 professores. A startup oferece 18 horas de aulas no valor de até R$ 700 por professor.

A empresa investiu, no início das operações, em 2017, um R$ 1,1 milhão. Em 2018, teve um faturamento de R$ 1,3 milhão. A projeção é de crescimento também para 2019.