Cidade inteligente rende bilhões de reais

Os maiores centros urbanos adotam tecnologias de ponta para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos em ações que vão da mobilidade à conectividade; Com isso atraem grandes investimentos

Antigamente era impossível imaginar um celular carregado com a energia gerada pelos movimentos de uma pessoa. Casas conectadas ao celular ou atendendo ao comando de voz do proprietário. Transporte público mais eficientes, baratos e de baixo impacto ambiental. Tudo isso parecia coisa de filme de ficção cientifica. Atualmente, essas práticas são comuns às cidades inteligentes.

Mas, calma, uma smart citie não é apenas aquela região desenvolvida com grandes e caras tecnologias. Esses espaços se estruturam em quatro grandes eixos: Atividades Inovadoras, Conectividade Territorial, Ecossistemas Sustentáveis e Equidade entre Cidadãos. São territórios pensados para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e movimentar a economia.

Coreia da Sul

Uma iniciativa de empresários norte-americanos junto ao governo da Coreia do Sul está criando a cidade de Songdo, cidade inteligente criada sobe demanda a 56 km de Seul, com capacidade de habitação de 65 mil moradores e que foi pensada para ser um centro de negócios global.

O projeto que tem previsão de conclusão para 2020, ano que vem, já recebeu cerca de US$ 35 bilhões. Entre seus destaques aparecem: Uma cidade sem trânsito, edifícios projetados para aproveitar os recursos naturais a fim de otimizar a utilização de energia, lixo sugado por meio de tubos subterrâneos e uma sala de comando para controlar cada movimento da cidade.

Atração de investimentos

Um estudo da consultoria Frost & Sullivan, sobre cidade inteligente e a relação com a atração de investimentos ou geração de recursos, prevê um mercado de US$ 2,4 trilhões em 2025, trazendo junto o segmentos como o de Internet das Coisas, a tecnologia que permite a comunicação entre objetos, sejam postes de luz, carros ou câmeras de monitoramento. Segundo o estudos, apenas o mercado de internet das coisas gerará um volume de US$ 330 bilhões em 2025. Quatro vezes mais que os US$ 79,3 bilhões movimentados em 2018, de acordo com a consultoria americana Zion.

Laboratórios para as companhias

As cidades inteligentes funcionam, também, como laboratórios para aperfeiçoamento de produtos de empresas como Cisco, IBM, Microsoft e Siemens. Um exemplo a se destacar é a Cisco, a empresta tem testado uma plataforma de serviço de nuvem que conecta sensores de tráfego e estacionamentos em tempo real em dezenas de capitais, como Copenhague, Nova York e Paris.

Brasil

O Brasil ainda não pode ser considerado um país com smarts cities, mas tem grandes iniciativas que podem vir a criar uma cidade inteligente.

fruto de uma parceria entre a IBM e a prefeitura, o Rio de Janeiro implementou um centro de gerenciamento de informações públicas em 2011. O objetivo do trabalho era conectar informações de diversos órgãos públicos do município para melhorar a capacidade de ação da prefeitura em ocorrências como enchentes e deslizamentos.

Em São Paulo, a prefeitura disponibiliza informações sobre a posição dos ônibus e o tempo para chegar ao destino. A capital maranhense, São Luís, também investiu na tecnologia de informar o horário da chega do ônibus em cada ponto. O cidadão pode acompanhar por um aplicativo a posição e em quanto tempo o ônibus vai chegar até ele.

Próximos passos

O Governo Federal prepara, ainda sem prazo definido, a Carta Brasileira de Cidades Inteligentes, que vai mensurar os parâmetros domésticos para classificar se um município será considerado inteligente. A iniciativa faz parte do plano de modernização tecnológica urbana, que prevê também um programa para selecionar empreendimentos privados dispostos a tomar crédito para financiar as ações de desenvolvimento urbano.