Hoteleira Oyo recebe investimento milionário do Airbnb

Empresa foi criada em 2013, já conta com mais de 12,5 mil unidades espalhadas pela Ásia e tem valor de mercado de US$ 5 bilhões

A Airbnb, empresa que atua na área de hospedagens alternativas e economia compartilhada, a partir de agora também faz parte do mercado de hotelaria.

A gigante mundial de hospedagem injetou, segundo fontes próximas da empresa, algo entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões na startup hoteleira indiana Oyo Rooms, que se estrutura em três importante pilares: padronização, preço baixo e tecnologia das coisas.

A transação financeira representa mais um passo na mudança de estratégia de mercado daAirbnb. Outra operação do site de vagas hoteleiras foi a aquisição da HotelTonight, site de reserva que compete com a booking.com.
A indiana

Com foco em oferecer hospedagens baratas e padronizadas a viajantes, a startup Oyo Rooms, fundada em 2013 pela Ritesh Agarwal, já contabiliza mais de 12,5 mil hotéis em 337 cidades na Índia, Malásia, Emirados Árabes Unidos, Nepal, China e Indonésia e considerada pelas agências financeiras como uma das redes que mais tem crescido nos últimos anos no mundo e já captou recursos de outros gigantes do mercado.

Como é o caso da rodada de investimentos que garantiu US$ 1 bilhão à Oyo, o Softbank Vision Fund, maior fundo de venture capital do mundo, aportou a maior parte.

No balanço da empresa, o volume de hospedagens do Oyo subiu de 4 milhões de diárias comercializadas em 2015 para 13 milhões em 2017 e 75 milhões no ano passado, segundo o último relatório divulgado. A estimativa da empresa é que 350 mil pessoas sejam atendidas diariamente em seus hotéis.

A startup afirma ainda que os “embaixadores” da Oyo, pessoas que se hospedaram em seus hotéis pelo menos cinco vezes em um período de seis meses, cresceram de 60 mil em março de 2017 para 795 mil em dezembro de 2018.

A rede Oyo cresceu principalmente fazendo acordos com hoteleiros independentes para disponibilizar seus quartos no portal da rede, atuando apenas como uma agregadora virtual de hospedagens. Em uma espécie de franqueamento, os empreendimentos deveriam então passar por um “retrofit”, substituindo itens de cama e banho, por exemplo, pelos da empresa.

Anos mais tarde a Oyo passou a criar seus próprios hotéis para repassá-los a franqueados. Esse modelo vem se consolidando na empresa, que fica com 25% da receita. Mais recentemente a companhia passou também a atuar com o aluguel de casas em destinos de lazer, de forma semelhante ao que o próprio Airbnb faz.