Conheça os cinco unicórnios brasileiros de 2018

Ano foi marcado pelas startups que superaram valor de mercado de US$ 1 bilhão.

As startups brasileiras podem dizer que 2018 foi um ano para chamar de seu. As jovens empresas 99, PagSeguro, Nubank, Stone e iFood superaram o valor de mercado de US$1 bilhão e entraram em um seleto grupo onde viraram unicórnios.

Já o ano de 2019 pretende ser das fintechs, startups que oferecem serviços financeiros tanto para o usuário final quanto para outras empresas.

Segundo levantamento da ABStartups, o mercado brasileiro possui atualmente mais de 10.200 startups ativas e o crescimento das startups tem se dado pelo maior investimento no setor. De olho no mercado, Amure Pinho, presidente da ABStartups, projeta um número maior de unicórnios para 2019.

Este ano, ao lado das fintechs há também as startups chamadas agritechs, logitechs, foodtechs e startups de indústria que despontaram no mercado. Pinho observa positivamente o crescimento do agronegócio com a digitalização do campo e também o setor de logística, de entregas, como a Rappi e o de transporte com a 99 e Yellow.

De acordo com o presidente da ABStartups, nos estamos muito próximos de um grande boom no setor logístico no Brasil, que é um grande desafio nosso devido ao tamanho do país. Ele acrescenta, que o setor da indústria tem recebido grande participação governamental e investimentos.

Startups B2C

Para Amure Pinho, os brasileiros aprenderam a criar startups B2B. Ele acrescenta ainda, que a gente deu uma virada nos últimos dois anos para o B2C. Ainda que o B2B represente a maior fatia do faturamento, o B2C está vindo com muita força.

O resultado disso pode ser visto na aceitação das novas tecnologias pelos brasileiros. Somos muito abertos a experimentar coisas novas. Não é à toa que somos o terceiro maior mercado de games e o primeiro em redes sociais.

Fintechs
Pinho acredita que o Brasil está muito perto de uma disrupção financeira. As brasileiras Nubank, Guiabolso e Geru foram selecionadas como as 100 fintechs mais inovadoras do mundo, segundo ranking da KPMG de 2018. A Nubank está na sétima posição.

Os dados acima e a participação dos bancos nas fintechs são um sinal da popularização dos negócios. Eles se abriram e estão investindo nelas e também criando campus de inovação.
Passou a fase da competição e entramos na fase de mutualismo. É um setor que tem muito dinheiro e que está atraindo os principais investimentos e liderando a nossa economia.


Perfil das empresas que conquistaram o título de unicórnio:

99
Em janeiro deste ano, a 99 alcançou o patamar de “unicórnio” ao ser comprada pela Didi Chuxing. A empresa brasileira foi fundada em 2012 por Ariel Lambrecht, Renato Freitas e Paulo Veras, inicialmente como um aplicativo para chamar táxis. Em 2017 incorporou a modalidade Pop no aplicativo, para permitir que os usuários pudessem também utilizar transporte particular, concorrendo diretamente com apps como Uber e Cabify. Atualmente a 99 é a principal concorrente da Uber no Brasil.

PagSeguro
A PagSeguro, empresa de meios de pagamento do grupo UOL, fez em janeiro deste ano um dos maiores IPOs de uma companhia de tecnologia brasileira na Bolsa de Nova York (NYSE). Na ocasião, a oferta superou as expectativas e movimentou US$ 2,3 bilhões. A empresa conquistou o título de unicórnio. No entanto, questionou-se na época se o título era “merecido”, uma vez que a empresa teve boa parte do seu crescimento sob o comando da UOL e não como uma organização independente.

Nubank
Em março deste ano, a Nubank anunciou que havia atingido o valor de mercado de 1 bilhão de dólares. Meses depois, em outubro, confirmou que a Tencent, dona do app WeChat, investiu na empresa US$ 200 milhões, o que avaliou a fintech em US$ 4 bilhões. A empresa superou a marca de 5 milhões de clientes neste ano e lançou novos serviços, incluindo uma nova versão de seu cartão com chip e o recurso de débito.

Stone
A startup especializada em pagamentos, concorrente da Pag Seguro, fez sua oferta pública inicial em outubro deste ano e, como resultado disso, conseguiu captar US$ 1,2 bilhão.

Movile e iFood
A iFood recebeu em novembro uma rodada de investimento de US$ 500 milhões para expandir sua atuação no exterior e no Brasil. A startup também revelou na ocasião do anúncio que se tornou ainda em 2017 um unicórnio brasileiro, mas só optou por anunciar os valores depois que recebeu o novo aporte. A Movile, empresa que controla o iFood, também já vale mais de US$ 1 bilhão desde o início do ano passado.

Tipo de startup e o perfil do consumidor
B2C: cliente final
B2G: o governo
B2E: funcionários de uma empresa
B2B: outra empresa