‘Trem do futuro’ faz trajeto entre Campinas e São Paulo em 6 minutos

Hyperloop, trem desenvolvido por Bibop Gresta, foi apresentado durante a Smart City Expo Curitiba 2019. Empresa tem planos de desenvolver a tecnologia no Brasil

Uma das figuras mais esperadas do Smart City Expo 2019, Bibop Gresta, conquistou a plateia com seu estilo descontraído e despojado. Desde 2013, Gresta está à frente do projeto de criar o Hyperloop, um sistema que alia a velocidade de aviões a um modelo de negócio de cápsulas de transporte em terra idealizado por Elon Musk. No entanto, avisa antecipadamente: “A eficiência do sistema está acima da questão da velocidade”.

Cada cápsula possui 30 metros de comprimento e capacidade para transportar de 28 a 40 pessoas a velocidade de até 1.223 km/hora. Nesse sistema, a previsão é de transportar até 160 mil passageiros por dia. Em um projeto prévio, o trajeto entre Campinas e São Paulo, de 80 km, seria feito em apenas 6 minutos e 37 segundos.

Do futuro? Não, do presente
No momento, a empresa está com projeto em andamento em Toulouse, na França, e até o final deste ano 1,5 quilômetro construído deve estar finalizado. É o primeiro trecho do sistema em tamanho real. Outro trecho viabilizado foram cinco quilômetros em Abu Dhabi em um parceria firmada para construção de uma linha comercial. A previsão de entrega é para 2020.

Segundo a empresa, há acordos em andamento com 12 países.Eles querem resolver o problema da mobilidade, sem criar outros. Por isso ele diz que os projetos são silenciosos e o sistema não infere no meio ambiente ao redor, seja no campo ou na cidade. No Brasil, a empresa pretende implantar um Centro Global de Inovação em Logística em Minas Gerais e aguarda a concretização de parcerias.

Apostando também na parceria com investidores privados, Gresta afirma que o retorno do negócio leva entre 8 a 15 anos. Não há preço estimado da passagem. Depende da natureza de cada projeto e das políticas do país onde será implantado para definição desse valor de passagem. Gresta reforça que é preciso repensar o conceito das cidades para o patamar de smart cities. A mobilidade urbana é fundamental para as cidades, hoje focadas no uso de carros, um meio ineficiente de transporte. Precisamos pensar em bem-estar e reduzir o tempo dos trajetos.

No desenvolvimento deste sistema trabalham 800 pessoas, somando cerca de 70 mil horas de trabalhos da equipe de engenharia.