Depois de lucro recorde, Latam investe no Brasil, de olho na Azul

A intenção do grupo neste ano é aumentar o número de passageiros transportados em 4% a 6%, principalmente no segmento de voos internacionais

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Se o ano de 2018 foi o melhor ano para a Latam desde sua criação, a companhia aérea prevê crescer ainda mais este ano, com a melhora na economia, fortalecimento da demanda e um mercado mais racional com a recuperação da Avianca Brasil. No entanto, precisará se esforçar para manter a segunda posição no ranking brasileiro, após a Gol, depois que a Azul anunciou a intenção de compra de ativos da Avianca.

A Latam apresentou, em 2018, seu melhor resultado desde a criação da empresa, resultante da união da Lan e Tam, em 2012. A empresa reportou lucro de 182 milhões de dólares no ano, alta de 17,1%. O ano passado foi desafiador para a indústria na América do Sul, por conta da instabilidade decorrente das eleições presidenciais no Brasil e do aumento de preços do combustível, diz a empresa em seu relatório de resultados.

Para 2019, a intenção do grupo é aumentar o número de passageiros transportados em 4% a 6%, principalmente no segmento de voos internacionais e nos países que falam espanhol – o crescimento no Brasil será menor, de 2% a 4%. No ano passado, a companhia inaugurou novas rotas internacionais, para Las Vegas, Tel Aviv, Roma e Boston. Já esse ano, o plano é consolidar esses destinos.

Para isso, a companhia aérea deve investir 500 milhões de dólares no país, além dos investimentos em todo o grupo. A aérea investirá 400 milhões de dólares na reforma das cabines de todos os seus aviões – metade desse valor deve ser aplicado no Brasil. Além disso, em setembro do ano passado, anunciou programa para recomprar cerca de 27% do capital social da Multiplus em circulação e fechar o capital do programa de fidelidade.

O movimento de recompra de ações é semelhante ao feito pela sua concorrente, a Gol, que irá incorporar a Smiles. A estratégia foi criticada pelos acionistas minoritários das duas empresas. Segundo o presidente da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier, trazer a Multiplus de volta à companhia aérea faz sentido no momento atual, já que no mundo há poucas as aéreas com programas de fidelidade separados.