Bairros que já seguem o conceito de cidade inteligente

Os locais designam uma boa infraestrutura de tecnologia e mobilidade para uma vida comunitária sustentável

Smart City Laguna eleva conceito de cidade inteligente e foca no social (Foto: Divulgação)

Os projetos Smart City Laguna, em Croatá (CE), e Granja Marileusa, em Uberlândia (MG), reproduzem o conceito de cidades inteligentes aplicado em iniciativas mundiais. Pode até parecer uma realidade um pouco distante, mas os bairros digitalizados andam evoluindo rapidamente e desponta-se como um caminho a ser seguido no desenvolvimento de centros urbanos.

Em Croatá, a Smart City Laguna foi idealizada como a primeira cidade inteligente social do planeta. O projeto do grupo ítalo-britânico Planet nasceu em 2011 como piloto e a região foi escolhida pela proximidade ao Porto de Pecém e por sua carência habitacional.

Na Smart City Laguna, um lote padrão de 150 metros quadrados custa entre R$ 30 mil e R$ 40 mil. As casas variam entre R$ 97 mil e R$ 145 mil, sendo a menor com 55 metros quadrados. O projeto, que tem um investimento total de US$ 50 milhões, também conta com um hub de inovação com biblioteca, cinema e cursos de inglês gratuitos.

Da área total de 330 hectares, 15% pertencem à área verde, 10% à área institucional e Fundo de Terra e 31% à infraestrutura. O loteamento restante terá 70% ocupados por residências, 18,9% por comércio e 11,1% por uma área empresarial e um polo tecnológico.

A avenida central tem 60 metros de largura e as demais, 32 metros, enquanto as calçadas têm no mínimo 2,5 metros para abrigar árvores. Além da praça de eventos, um posto de polícia será entregue à prefeitura quando for atingida a marca de 200 casas construídas e, com 500 casas, será a vez de uma escola.

O Planet Instituto responde nasceu com o compromisso e a finalidade de nutrir socialmente e administrar projetos que interessem habitantes do Laguna Smart City e da cidade de Croatá. Os projetos englobam diversas esferas que contribuem para o caráter humano e social, buscando deixar o ambiente sensível e socialmente inclusivo, promovendo o conforto e a interação através de projetos educacionais, culturais e esportivos.

O projeto já tem parceiros como a Siemens e a Enel para o medidor de energia conectado ao aplicativo. A Tim responde pelo poste inteligente, que sustenta serviços 3G e 4G e distribuição de sinal gratuito de wi-fi. A Tyco fornecerá sistemas de segurança.

Já o bairro mineiro foi criado pelo grupo Algar em uma fazenda do fundador, Alexandrino Garcia, com pouco mais de 2 milhões de m2 para abrigar residências, comércio e empresas. Em 2013, seu primeiro lançamento residencial em parceria com a construtora Realiza teve as 95 casas com 145 m2, monitoramento por vídeo e fibra óptica vendidas em quatro horas por preço médio de R$ 480 mil cada.

Logo depois, o loteamento Alphaville 1, com lotes a partir de 500 m2, foi liquidado em um fim de semana. O bairro tem infraestrutura enterrada de redes de energia e dados, com oito dutos de telefonia e redundância. O espaço corporativo reúne a Algar Tech, a universidade corporativa e a holding do grupo.

Também atraiu a Cargill e, em parceria com o poder público, nasceu um micro polo tecnológico e espaço de coworking para atrair empresas inovadoras. A iniciativa estimulou a criação do projeto Cidades Conectadas, o sistema Easybus monitora em tempo real o fluxo de passageiros nos veículos por tecnologia de análise de vídeo.

Com a Nokia e o Cesar, de Recife (PE), foram criados o City Totem, com informações para o cidadão e atendimento por vídeo, e o My ID, sistema de identificação de pessoas por smartphone, dispositivos vestíveis e etiquetas NFC ou RFID que pode ser empregado para acesso e pagamentos. A Ioton assina plataforma para desenvolvimento de aplicações IoT Maker, além de sensores e atuadores.

O depósito de resíduos tecnológicos nas lixeiras com sensores de volume, criadas pela New360 e a Fabrimax, rende pontos e prêmios ao usuário. A Logicalis entregou bueiros e lixeiras com sensores de volume e de ambiente que ajudam a evitar vazamentos, o balão em parceria com a Altave para ampliar a cobertura de sinal de dados e a plataforma de IoT Eugênio, que sustenta o Centro de Controle do Bairro Conectado.