Maranhão dá o primeiro passo para entrar no mercado aeroespacial

Centro de Lançamento de Alcântara prevê a operação em 2021

Instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (Foto: Reprodução)

O Maranhão está preparado para uma nova tentativa de lançar um foguete. Está previsto para este ano um teste preparatório para o lançamento do próximo foguete orbital, chamado de VS 50. O lançamento fará o teste de um dos motores do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM).

Foram investidos mais de R$ 120 milhões na reconstrução da nova Torre Móvel de Integração, plataforma que será utilizada para lançar o VLM. Totalmente automatizada, a plataforma também recebeu uma torre de fuga e evasão, equipada com sistemas de monitoramento de temperatura e fumaça.

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, disse em reunião realizada em Brasília nesta última sexta-feira (11) com o governador em exercício do Maranhão, Carlos Brandão, que o acordo com os Estados Unidos para uso do CLA (Centro de Lançamentos de Alcântara), já está adiantado e terá salvaguardas que respeitarão toda a soberania nacional.

O acordo do Brasil com os EUA para uso do CLA é considerado por setores da FAB (Força Aérea Brasileira) como importante impulso para um programa espacial brasileiro que consiga colocar satélites em órbita. A FAB quer comercializar bases de lançamento de satélites para países estrangeiros.

A atividade seria comparável a com um aeroporto que negocia “slots aeroportuários”, ou vagas, para decolagem de aviões. A Força estima que poderia arrecadar R$ 140 milhões por ano apenas com as taxas de lançamento de satélite.

Enquanto um novo lançamento de foguete orbital não acontece, o centro mantém sua atividade com o lançamento de foguetes suborbitais produzidos no Brasil com experimentos para institutos de pesquisa ou universidades, e lançamento de foguetes de treinamento básico e intermediário para manter a operacionalidade das equipes.

Leia no link abaixo entrevista em que o ministro Marcos Pontes prevê que o CLA prestará “serviços de classe mundial” para o segmento aeroespacial.

Marcos Pontes quer que base de lançamento de foguetes no Maranhão preste serviços de ‘classe mundial’