Copom realiza última reunião do ano, com expectativa de manter Selic

A expectativa de instituições financeiras é da taxa permanecer em 6,5%

O Comitê de Políticas Monetárias (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça-feira (11) e quarta-feira (12), em Brasília, para definir a taxa básica de juros (Selic). Esta é a oitava reunião e a última do ano. As instituições financeiras esperam a manutenção da Selic em 6,5% ao ano, o menor patamar histórico.
Em 2019 a Selic deve voltar a subir para as instituições financeiras encerrando o período em 7,75% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano; após esse período passou a ser reajustado gradualmente até alcançar 14,25% em julgo de 2015.
Em 2016 a taxa caiu 0,25 pontos percentuais para 14% ao ano, a queda deu início a um logo ciclo de cortes na Selic que durou até março de 2018, quando a taxa chegou ao seu mínimo histórico. Nas reuniões de maio, junho, agosto, setembro e outubro de 2018, o Copom optou por manter a Selic em 6,5% ao ano.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula alta de 4,05% nos 12 meses terminados em novembro, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.
A manutenção da Selic na reunião que começa terça-feira, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.
Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito.
Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A primeira reunião do Copom de 2019 será realizada em fevereiro.