Economia volta a resgatar a confiança dos empresários após as eleições

Empresários estão otimistas em relação à economia e seus negócios em 2019

Economia brasileira já dá sinais de recuperação (Foto: Reprodução)

A decisão do cenário político no país com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente da República fez com que a economia resgatasse a confiança dos empresários no Brasil. Os investidores estão mais otimistas para retomarem com os seus planos em 2019, no entanto, ainda é imprescindível o avanço das reformas econômicas.

O presidente do banco Brasil Plural afirmou que é necessário que a reforma da Previdência seja aprovada. De acordo com o executivo, a Previdência virou um símbolo da retomada do Brasil. Por isso, segundo ele, o combate ao déficit previdenciário deve ser a prioridade zero da nova administração. A estimativa de expansão do PIB para 2019 foi revisada para 3,5%.

O banco Bradesco prevê que o PIB brasileiro vá crescer 2,8% no ano que vem, antes projetava 2,5%. E o Itaú Unibanco intensificou sua perspectiva de 2% para 2,5%. O proprietário da rede Sforza, que inclui negócios como as redes Mundo Verde, KFC e Pizza Hut, disse na última semana que planeja desembolsar R$ 1,6 bilhão nos próximos anos.

Executivo do escritório Pinheiro Neto Advogados, acredita que com medidas como a reforma da Previdência e a independência do Banco Central, a economia pode consolidar um crescimento de 2,5% a 3%. O sócio da gestora Vinci Partners diz que alguns indicativos já mostram um cenário um pouco mais favorável a novos negócios estrangeiros.

Para manter a tendência de retomada e, finalmente, impulsionar o mercado de trabalho, a reforma teria um efeito indireto, pois criaria espaço para o Banco Central manter a taxa de juros em um patamar baixo, já que a tendência de aumento da dívida seria interrompida, fazendo com que os investidores aceitem juros menores para emprestar ao governo.

O presidente da Associação Nacional dos Revendedores de Material de Construção (Anamaco) afirma que o fim das eleições dissipou uma apreensão grande que tomava conta dos empresários, o que incentiva algumas empresas a retomar projetos. Com a melhoria no setor, a expectativa é crescer 6,5% e 10% em 2019.

Os índices de confiança do mercado medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) registrou em outubro o maior patamar no indicador de expectativa do consumidor desde 2014. Os empresários da indústria também voltaram a demonstrar mais otimismo no mês passado, depois de registrar queda em setembro.

Segundo a economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Marcela Kawauti, até as eleições os varejistas estavam evitando fazer até mesmo reformas urgentes. A economista também destacou que um movimento de retomada de investimento só virá com as medidas que venham a ser adotadas pelo novo governo.