A revolução dos startups no campo

Na fronteira dessa inovação se encontra uma safra de jovens empreendedores que usam o conceito de economia compartilhada para revolucionar a forma como o produtor cuida da lavoura e do seu negócio

A nova pesquisa realizada pelo AgTechGarage e a Esalq/USP indica dois aspectos positivos em relação à dispersão da tecnologia no área rural: o espraiamento territorial desses empreendedores com o aparecimento, ainda que tímido, de startups no Norte e Nordeste, e o crescimento do empreendedorismo no Centro-Oeste, e outro aspecto é a diversificação das culturas alcançadas.

De acordo com José Tomé, do AgTechGarage de Piracicaba, em uma escala de 1 a 5, a receptividade do agricultor brasileiro à inovação passou a pender bem mais para alta. O crescimento e amadurecimento do empreendedorismo rural se vê tanto na melhor ratificação da tecnologia por parte do produtor quanto na capacidade das startups de atender o cliente em cenários divergentes.

O número de startups voltadas ao agronegócio dobrou entre 2016 e o primeiro semestre de 2018, conforme mostra o 2º Censo Agtech Startu. Eram 76 e agora são 184 empresas. O aparecimento das agtechs retirou a preeminência das grandes empresas do setor agroquímico mundial na corrida por novas tecnologias eficazes e capaz de intensificar a produtividade e o rendimento no campo.

Com isso, grandes parcerias começaram a ser fechadas entre ambos os lados. Isso proporcionou algumas vantagens como o acesso à base de clientes e vendas, a contratação do projeto-piloto, a capacitação e mentoria e ainda conexões comerciais outrora impensáveis. Segundo Mateus Mondim, professor da Esalq/USP, as empresas e startups estão se conhecendo e cada vez mais interessadas nessa aproximação.