Porto do Itaqui gera 14 mil empregos diretos e indireto

Novos terminais estão sendo erguidos na poligonal do porto e entorno, contribuindo para ampliar e modernizar o porto

Fundamental para o desenvolvimento do Maranhão, o Porto do Itaqui gera cerca de 14 mil empregos diretos e indireto, alimentando diversas cadeias produtivas no estado. Anualmente, o Porto do Itaqui movimenta milhões de toneladas de carga.
Entre os principais produtos – além da produção agrícola oriunda do Centro-oeste do Brasil -, estão minérios, celulose e granéis líquidos importados, sendo que o último é responsável por quase 1/5 da carga total de mais de 19 milhões de toneladas que passaram por lá no último ano. Inaugurado há 3 anos, o Terminal de Grãos do Porto do Itaqui (Tegram) recebeu, em média, 26 mil toneladas de grãos (soja e milho) por dia, no ano de 2016.
No total, o Itaqui possui sete berços operacionais. Este ano, a inauguração do novo píer petroleiro – berço 108 – ampliou a capacidade de movimentação de granéis líquidos em 40% o equivalente a R$ 4 milhões de toneladas/ano.
Em 2017, o porto teve um crescimento de movimentação de cargas de 13% em relação a 2016.
No mesmo ano, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) teve lucro líquido de R$ 51,6 milhões, 18,8% superior a 2016, e crescimento de 24% em receitas operacionais. Até 2035, a Emap espera ter concluído a construção dos berços 99 ao 94, destinados à movimentação de cargas de celulose, fertilizante e carga geral, áreas de armazenamento de derivados de petróleo, pool de combustíveis e pera ferroviária.
O plano de investimento bienal que está no seu último ano abrange recursos públicos e privados em um total de R$ 1,3 bilhões. Desses, R$ 255,55 milhões são de recursos próprios, R$ 4,126 milhões em recursos federais e R$ 1,093 bilhões da iniciativa privada.
Além das realizações implementadas com recursos próprios da EMAP, atores privados, atraídos pelo novo momento que vive o Itaqui e confiantes na continuidade dos acertos da gestão, vem intensificando investimentos e antecipando a prorrogação de contratos.
Novos terminais estão sendo erguidos na poligonal do porto e entorno, contribuindo para ampliar e modernizar ainda mais a recepção, armazenamento e expedição de cargas. É o caso do Terminal Químico – TEQUIMAR, dedicado a granéis líquidos, que deve iniciar a operação da primeira fase da expansão em agosto de 2019, prevê ainda a construção de tancagem adicional para combustíveis, aumentando em, no mínimo, 48 mil metros cúbicos a capacidade atual de armazenagem no Itaqui.
Empresa Maranhense de Administração Portuária abriu edital destinado à contratação de empresas para realizar obras de recuperação estrutural nos berços 103 e 106 do Porto do Itaqui. O valor total está fixado em R$ 40,8 milhões.
Em julho deste ano aconteceu o leilão para arrendamento de áreas de portos promovido pela ANTAQ, na bolsa de valores B3, em São Paulo. Na ocasião, Suzano Papel – também incluída neste especial – venceu o leilão da área de 53.545m² no Porto do Itaqui para instalação de um novo terminal para movimentação de carga geral, preferencialmente celulose e papel, com investimento de R$ 214,873 milhões, incluindo armazém, desvio ferroviário e Berço 99. O processo foi qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal e com a decisão favorável do tribunal.
O terminal definitivo dedicado à celulose consolidará a exportação deste produto pelo Porto do Itaqui e impulsionará a economia do nosso estado.
Os investimentos no plano de expansão também tem ajudado a tornar o Itaqui cada vez mais competitivo. Cerca de 35% do ICMS arrecadado no estado também é fruto dos negócios movimentados no porto.
O Porto do Itaqui exportou 1,184 milhões de toneladas de papel e celulose de janeiro a outubro de 2017, produzidos pela unidade da Suzano Papel e Celulose em Imperatriz (MA), trazidos pela Ferrovia Norte Sul e Ferrovia Carajás.