Banco Central vê piora nos riscos e reforça indicação de possível aperto no juro

Os riscos para a trajetória da inflação se inclinam para o lado negativo e destacou a importância de ter flexibilidade para subir os juros gradualmente.

Faltando pouco menos de duas semanas para as eleições presidenciais, o Banco Central avaliou que os riscos para a trajetória da inflação se inclinam para o lado negativo e destacou a importância de ter flexibilidade para subir os juros gradualmente.
Em meio às expectativas que o Federal Reserve (Banco Central Americano) volte a elevar a taxa de juros dos EUA nesta quarta-feira (26), o Comitê de Política Monetária (Copom) reiterou que, do lado positivo, permanece o alto nível de ociosidade da economia. Do lado negativo, os ricos associados ao avanço das reformas e à deterioração do cenário do para economias emergentes elevarem.
“Contemplando os dois lados do balanço de riscos, os membros do Copom concluíram que o balanço mostra-se assimétrico”, afirmou o comitê na ata da sua última reunião. Neste encontro, o Copom manteve a taxa de juros em 6,5%, como esperado pelo mercado.
Para o colegiado, a conjuntura atual ainda preserve uma taxa de juros abaixo da estrutural, mas “esse estímulo começará ser removido gradualmente caso o cenário para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou o seu balanço de riscos apresentem piora”.