Ações brasileiras podem ficar ainda mais baratas com eleição

A preocupação é que a eleição traga um governo extremista, o que parece cada vez mais provável

Nos últimos seis meses a Ibovespa teve queda em dólar de 25%. Segundo especialistas, a queda tem as eleições de 2018 como principal fator responsável.
Na semana passada, índice atingiu seu nível mais baixo desde dezembro de 2016. Após anos de constantes entradas, ETFs focados em Brasil, registraram saídas líquidas de capital por dois meses seguidos.
Dentre os fatores políticos está a preocupação que a eleição traga um governo extremista, o que parece cada vez mais provável à medida que os candidatos mais moderados lutam para atrair apoio.
Os analistas mais pessimistas lançam dúvidas sobre os otimistas, eles acreditam que a queda pode continuar. Como destacam os Investidores da Franklin Templeton ao UBS, ao alertar que pode ser muito cedo para se aproveitar dos preços baixos das ações no Brasil algumas semanas antes das eleições.
Os preços estão embutindo muito receio, mas daí para dizer que a bolsa “vai bombar” mesmo com cenário negativo “é outra conversa”, disse Frederico Sampaio, diretor de investimentos da unidade brasileira da Franklin Templeton, que supervisiona R$ 2,8 bilhões em ações. “Eu olho para tudo e acho tudo muito barato. A dúvida é: Brasil é um value trap? Essa é a grande dúvida. Se formos economia de crescimento baixo, pode ser que sim”.
A empresa UBS diz que o Ibovespa ainda pode cair mais 15% em relação aos níveis atuais, enquanto a Franklin Templeton está favorecendo ações ligadas a commodities em seu portfólio local, em um esforço para encontrar ativos protegidos da turbulência política.
As BlackRock, apostam que os preços das ações irão se recuperar assim que as perspectivas ficarem mais claras e um novo presidente for escolhido.